Você não acha fascinante que, mesmo com todo o conhecimento que temos atualmente— sobre engenharia, arquitetura, antropologia, civilizações antigas etc. —, ainda existam monumentos e artefatos que guardam mistérios sobre como eles foram construídos, por quem e para qual finalidade? Pois o que não faltam pelo mundo são exemplos que, apesar de serem bem conhecidos, continuam guardando muitos segredos. Confira 4 deles a seguir:

1 – O Complexo de Teotihuacan

Teotihuacan — cujo nome significa “local onde os deuses foram criados” — se localiza no México, próximo à capital do país. Esse enorme complexo de ruínas chegou a ser uma das maiores cidades do planeta por volta do ano 600 d.C., e, apesar de os astecas terem ocupado o local e sido os responsáveis por dar a ele o nome que conhecemos atualmente, não foram eles que ergueram Teotihuacan.

Ninguém sabe dizer ao certo quem construiu a cidade, e, segundo os arqueólogos, ela já existia há mais de mil anos quando os astecas chegaram. Isso significa que eles ocuparam ruínas abandonadas por outra civilização, e não foram os únicos, já que existem vestígios em Teotihuacan que indicam que os maias, mixtecas, zapotecas e toltecas também viveram no complexo.

2 – A Cidade Perdida dos Incas

Conhecida mundialmente como Machu Picchu, a cidade perdida dos incas está situada no topo de uma montanha, e, embora os peruanos soubessem de sua existência, ela só foi descoberta pelos arqueólogos em 1911. As ruínas formam um grande complexo composto por templos, casas, praças e palácios, e ninguém sabe qual era o seu real propósito. Contudo, ao contrário de Teotihuacan, em Machu Picchu não restam dúvidas de quem foram seus construtores.

Mas a finalidade do complexo não é o único mistério sobre Machu Picchu. Os incas construíram a cidade há cerca de 500 anos e, além de não dominarem a escrita, eles não faziam uso do ferro, do aço ou de rodas e levantaram estruturas com pedras cortadas e polidas de forma bastante precisa que se encaixam perfeitamente, como se fossem peças de um quebra-cabeça gigante.

O trabalho dos antigos construtores é tão impressionante que, mesmo depois de séculos e de incontáveis terremotos, em alguns pontos do complexo é impossível fazer passar uma folha de papel entre os tijolos que compõem as ruínas.

3 – Os Moais da Ilha de Páscoa

Quem nunca se sentiu intrigado pelas inconfundíveis estátuas que se encontram na Ilha de Páscoa? Elas recebem o nome de “moais” e podem pesar mais de 80 toneladas, mas, apesar das muitas teorias que existem para explicar sua existência, ninguém sabe exatamente como ou por que os antigos habitantes da ilha — os Rapa Nui — dedicaram tanto tempo e esforço na construção dessas estruturas.

Esse mistério é especialmente intrigante quando consideramos as teorias de alguns estudiosos que acreditam que a criação de todas essas estátuas gigantes pode ter provocado o colapso ecológico da ilha e acabado com as fontes de alimento, levando seus habitantes ao canibalismo.

4 – As Esferas da Costa Rica

Descobertas na década de 30 por trabalhadores da United Fruit Company — uma multinacional norte-americana que se dedicava à produção e comércio de frutas tropicais —, as esferas de pedra da Costa Rica são um mistério que até hoje permanecem sem explicação. E existem centenas delas, sendo que algumas são do tamanho de bolas de basebol e outras tão grandes quanto um carro.

Conhecidas pelo nome de “diquís”, essas pedras são quase perfeitamente esféricas e aparentemente foram esculpidas por mãos humanas. No entanto, ninguém sabe por que elas foram feitas, qual era a sua finalidade nem quem foram seus escultores, mas os arqueólogos estimam que as esferas tenham sido produzidas entre os anos de 600 e 1500 d.C. por alguma civilização extinta.

Bônus

As Pedras-Guia da Geórgia

Também conhecidas como “Stonehenge Norte-americano”, as Pedras-Guia da Geórgia foram construídas no Condado de Elbert em 1979, o que as torna o elemento mais jovem da nossa lista. O monumento — que mede quase 6 metros de altura — foi encomendado por um homem desconhecido identificado apenas pelo pseudônimo R.C. Christian e é composto por seis pedras de granito dispostas com algumas características astronômicas.

Mas o mais intrigante é que as pedras trazem uma espécie de “dez mandamentos” em suas superfícies, em frases gravadas em oito idiomas — inglês, russo, hebreu, chinês, espanhol, hindi, suaíli e árabe. Também existe uma mensagem curta na parte superior do monumento escrita em quatro idiomas: babilônio, sânscrito, grego clássico e hieróglifos egípcios.

Os mandamentos consistem em comandos como “proteger povos e nações com leis e tribunais justos”, “equilibrar direitos pessoais com deveres sociais”, “evitar leis insignificantes e governantes desnecessários”, “unir a humanidade com um novo idioma vigente” e “não ser um câncer sobre a terra – deixar espaço para a natureza”, por exemplo.

Contudo, o primeiro dos mandamentos é “manter a humanidade abaixo de 500 milhões em perpétuo equilíbrio com a natureza”, e muitos acreditam que ele estabelece que a população mundial deveria ser radicalmente reduzida. Ninguém conhece o propósito das Pedras-Guia — nem a real identidade do homem que encomendou o monumento —, mas teorias da conspiração apontam que a estrutura está relacionada com as metas da Nova Ordem Mundial.

*Publicado em 22/1/2015

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