Com tantos novos planetas sendo identificados cosmos afora, não é possível que os cientistas não tropecem com um capaz de abrigar vida, você não acha? O último candidato a entrar para a lista de mundos potencialmente habitáveis, segundo Karla Lant, do site Futurism, é o exoplaneta LHS 1140B, descoberto a 40 anos-luz de distância de nós, na constelação de Cetus.

De acordo com Karla, o LHS 1140B é o que os astrônomos chamam de superTerra e é 1,4 vez maior que o nosso planeta. Além disso, ele orbita uma anã vermelha — a LHS 1140 — dentro da zona habitável, isto é, a uma distância na qual ele não se encontra próximo demais para ser “torriscado” pelo calor da estrela, nem distante o bastante para ser uma enorme bolota congelada — mas, mais importante, a uma distância que permitiria a existência de água em sua forma líquida em sua superfície.

Novo candidato

O LHS 1140B foi apresentado pelos astrônomos como um dos melhores candidatos descobertos até agora para suportar formas de vida como conhecemos. Ele foi identificado por meio de um instrumento chamado HARPS, instalado em um dos telescópios do ESO — Observatório Europeu do Sul —, e a descoberta foi confirmada por outros equipamentos situados em outras partes do mundo.

Localização do LHS 1140B

Além de transitar dentro da zona habitável, as observações realizadas pelos cientistas indicaram que o LHS 1140B é um pouco maior do que a Terra, tem pelo menos de 5 bilhões de anos e possui um diâmetro de quase 18 mil quilômetros. Ademais, o planeta parece ter retido boa parte de sua atmosfera e é bem mais massivo e denso do que o nosso, o que significa que ele pode ser rochoso e ter um denso núcleo de ferro.

Sobre a sua estrela, embora o exoplaneta se encontre 10 vezes mais próximo dela do que o nosso planeta se encontra do Sol, como se trata de uma anã vermelha — um astro muito menor e mais frio que o nosso astro-rei —, o LHS 1140B recebe cerca de metade da luz solar que nós, terráqueos, recebemos.

E por que tanta excitação?

Para que um planeta possa abrigar formas de vida — pelo menos como conhecemos! —, é necessário que ele conte com água em sua forma líquida em sua superfície e seja capaz de reter uma atmosfera. Pois, como mencionamos acima, o LHS 1140B pode, potencialmente, contar com essas duas características, e é por isso que os astrônomos estão tão animados com a descoberta.

Possibilidades

Além disso, considerando esse exoplaneta em especial, Karla explicou que, quando as anãs vermelhas são jovens, elas emitem grandes quantidades de radiação, o que, por sua vez, pode destruir as atmosferas dos planetas que orbitam ao seu redor. No caso do LHS 1140B, os astrônomos pensam que suas grandes dimensões indicam que um oceano de lava possa ter existido sobre a sua superfície durante bilhões de anos — e que ele tenha contribuído para alimentar a atmosfera com vapor e, portanto, água, até a estrela se tornar mais fria.

Essas características — e possibilidades — tornam o LHS 1140B um excelente candidato para o estudo de planetas orbitando na zona habitável de suas estrelas, possivelmente melhor do que o tão alardeado sistema planetário Trappist-1, descoberto em fevereiro. O próximo passo agora é aguardar o que as observações realizadas com o telescópio espacial Hubble revelam sobre esse promissor exoplaneta e esperar para ver o que os astrônomos conseguem descobrir no futuro depois que os telescópios James Webb e ELT entrarem em funcionamento.

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