Existe uma convenção de homens atolados em testosterona que acreditam que dirigir bem é sinônimo de velocidade, cortes rápidos no trânsito e acelerações metricamente perfeitas. Ao que parece, a segurança e o bem-estar do motorista ao lado não entram nessa equação. Na selva das ruas, uma frase é frequentemente utilizada por esses homens: "Mulher no volante, perigo constante". Bom, de acordo com uma pesquisa da Privilege Insurance, você errou feio. Errou rude.

A pesquisa analisou mais de 1,3 mil pessoas de ambos os sexos no Reino Unido. E o resultado foi que as mulheres (23,6 pontos) se saíram melhor que os homens (19,8 pontos), tanto em testes assistidos pelos pesquisadores quanto em testes anônimos.

Outro dado que a Privilege encontrou foi: 28% das mulheres dizem que são melhores motoristas. Enquanto isso, apenas 13% dos homens pensam que elas realmente mandam mais no volante.

Como você pode acompanhar na tabela divulgada, na categoria "tailgating" (quando você está muito próximo do veículo à frente causando risco de colisão), apenas 4% delas falharam. Já entre eles, 27% correram o risco de colisão.

As categorias positivas vencidas pelos homens foram: observação efetiva (checar pontos cegos), controle de direção/veículo e curvas apropriadas.

Segundo o instrutor Neil Besson, que ajudou nos testes da Privilege, "os resultados foram surpreendentes". Isso porque, na experiência dele, os homens sempre aprenderam melhor e tiveram melhores desempenhos nas aulas. Contudo, parece que as mulheres retêm as informações de forma mais apurada.

Então, antes de sair falando bobagens por aí, amigos de volante, vamos lembrar que dirige bem quem está dentro dos limites estabelecidos e entende que todos fazemos parte de um ecossistema com consequências positivas e negativas.

*Publicado em 20/5/2015

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