Além de ouvir falar a respeito da Rainha Elizabeth da Inglaterra e, de vez em quando, do Rei Felipe da Espanha — que provavelmente são os monarcas mais comentados no Brasil —, a verdade é que aqui nós não estamos muito familiarizados com a monarquia europeia. Pois, caso você não saiba, além dos dois exemplos que mencionamos, Bélgica, Dinamarca, Noruega, Suécia, Mônaco, Luxemburgo, Liechtenstein e Países Baixos também são monarquias, com reis, rainhas, coisa e tal. E falando em Países Baixos...

O chefe de Estado do “Reino dos Países Baixos” — que é composto pelos Países Baixos (mais conhecidos por aqui simplesmente como Holanda), Curaçao, Aruba e o território de São Martinho, na ilha de São Martinho — é Guilherme Alexandre Claus Jorge Fernando, desde meados de 2013. Só que esse cara recentemente revelou que, além de ser rei, ele vem trabalhando em segredo como piloto comercial há mais de 20 anos!

Monarca voador

Segundo Connor Sephton, do site Sky News, o rei trabalha para a KLM — companhia aérea holandesa — como copiloto há 21 anos e voa duas vezes ao mês transportando passageiros em viagens de curta duração. Guilherme pilota aviões Fokker 70, com capacidade para cerca de 80 pessoas, mas sua presença “real” jamais foi revelada durante os trajetos.

Rei Guilherme Alexandre dos Países Baixos — e da KLM!

De acordo com Connor, é bastante provável que os passageiros reconheçam a voz do rei quando ele dá as boas-vindas a todos, dá informações sobre as condições climáticas e o horário de chegada aos aeroportos de destino, mas quem ia acreditar que realmente seria Guilherme falando da cabine?

Olha sua majestade ali, ao lado do piloto

O monarca explicou que encara seu “segundo emprego” como um hobby e confessou que poder se afastar de suas obrigações reais para se concentrar nos voos é muito relaxante para ele. O problema é que a KLM pretende aposentar sua frota de Fokker 70 e substituí-la por aeronaves Boeing 737, que são maiores. Isso significa que, para manter o trabalho, o rei teria que passar por um novo treinamento.

Acontece que Guilherme não está muito interessado em pilotar aviões maiores, uma vez que eles normalmente são usados para realizar trajetos mais longos. Isso porque essas viagens envolveriam o monarca ter que passar a noite no destino antes de poder retornar à Holanda — e como ele ia fazer se acontecesse uma emergência? Afinal, ser rei é sua atividade principal! Mas, se for para voar distâncias menores com os Boeing, quem sabe...

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