Encontrar um fóssil de dinossauro é bem legal, mas na maioria das vezes eles não passam de impressões na rocha. Quando os cientistas têm sorte, é possível achar algum tecido, como pedaços da pele, por exemplo. Agora, órgãos inteiros são muito mais raros. Por isso, a descoberta do primeiro cérebro merece ser comemorada com um prêmio de loteria.

O sortudo que fez o achado nos arredores de Sussex, na Inglaterra, há 10 anos. Parecia ser apenas uma pedrinha escura, mas estudos apontaram se tratar dos restos do cérebro de um iguanodonte, um dinossauro herbívoro que habitou a Terra há mais de 133 milhões de anos!

Cérebro pode ser recriado por computador

Claro que o cérebro não está intacto: o tecido biológico original não existia mais, porém, ele deixou as marcas de sua complexa estrutura na rocha. Várias análises mostraram restos de vasos sanguíneos e colágeno, além de tecidos neurológicos. Tudo isso preservado com detalhes inacreditáveis.   

Essas estruturas são as mais difíceis de imprimirem seu traçado em um fóssil. O iguanodonte em questão morreu em uma região que era pantanosa e extremamente ácida. Por isso, foi como mergulhar o animal em um enorme pote de conserva, que foi o suficiente para esses tecidos moles deixarem sua marca antes de se deteriorarem.

Iguanodonte viveu no início do período Cretáceo