A ilha de Kihnu, que fica na costa da Estônia, é uma das últimas sociedades matriarcais que ainda existem no mundo. Por lá, temos pequenas aldeias que são totalmente administradas por mulheres, sendo que a maioria delas já está na meia-idade.

A economia da região depende da pesca, e, para garantir o sustento de todas, os maridos dessas mulheres ficam longos meses longe, para que elas cuidem da ilha e criem as crianças.

As tradições do local são centenárias, e os habitantes de Kihnu se esforçam para repassar às crianças os costumes de sempre. A tarefa, no entanto, está ficando cada vez mais difícil, e isso se deve à população da ilha, que tem se diminuído drasticamente de tamanho.

Faltam recursos

Ainda que a comunidade seja atraente para turistas, as pessoas que vivem na ilha, e especialmente as mulheres, que ficam por lá em tempo integral, têm poucos recursos em termos de saúde, indústria, educação e em diversos outros setores. É comum que jovens deixem a ilha em busca de educação e nunca mais retornem para casa, inclusive.

O enfraquecimento da cultura local coloca em risco a perpetuação de alguns dos costumes de quem é de Kihnu: dos casamentos espetaculares e com muitas festas à confecção de roupas e vestidos tradicionais tecidos à mão.

O casamento Kihnu foi nomeado pela Unesco como uma obra-prima da Herança Oral e Intangível da Humanidade. A história da região e de seus moradores é também o tema principal do Museu Kihnu, que foi restaurado há pouco tempo e busca resgatar a história desse povo e dessas mulheres, que mantêm a região sem qualquer tipo de ajuda, durante meses ao longo do ano. Você já tinha ouvido falar sobre eles?

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