Neste sábado (21), a Mega Sena vai sortear uma bolada estimada em R$ 170 milhões – o maior prêmio regular da história das loterias brasileiras, excetuando-se os sorteios especiais na virada do ano. Você já pensou o que faria com essa bufunfa toda?

Muita gente fala que compraria uma casa e um carro no cartão de débito, apenas pela sensação indescritível que deve ser possuir uma grana dessas. Porém, um bilionário chinês prova que não basta ser rico, é preciso ter estratégia para continuar sendo rico!

Liu Yiqian, de 52 anos, arrematou um quadro do artista plástico italiano Amedeo Modigliani. A pintura, intitulada “Nu couché”, foi adquirida por US$ 170 milhões – o equivalente a mais de R$ 635 milhões! A obra foi a segunda mais cara já vendida em um leilão, perdendo apenas para um quadro de Picasso (“Mulheres de Argel”, que chegou a US$ 179,4 milhões).

Pintura de mulher nua chocou na primeira vez que foi exposta ao público, nos anos 20

Excêntrico?

Mas o que essa informação tem de tão especial? Bem, Yiqian provou que não é bobo e resolveu acertar a transição com um cartão de crédito da American Express. Afinal, segundo ele, “quem é que tem dinheiro para isso?”.

Só que a tática foi feita para acumular milhas de viagem. A quantidade exata não foi informada, porém é possível ter uma estimativa depois de outras excentricidades do bilionário. No ano passado, ele pagou US$ 36 milhões com seu AmEx por um copinho da dinastia Ming. Na transição, acumulou 28 milhões de milhas aéreas!

Desse jeito, é provável que ele consiga mais 130 milhões de milhas, podendo viajar quando ele quiser. Para qualquer lugar do mundo. Na primeira classe. De graça. E tudo isso poderá ser usado por ele, pela esposa, pelos filhos e pelos netos! É ou não é o ricaço mais esperto do mundo?

Bilionário causou revolta ao publicar imagem bebendo chá em copo que custou US$ 36 milhões

Infância simples e pouco entendimento em arte

Liu Yiqian pretende expor o quadro, que foi pintado entre 1917 e 1918, em seu museu. O chinês, entretanto, admite que não entende tanto assim de arte.  Ele já enfrentou a fúria dos estudiosos quando publicou uma foto bebendo chá no copo de US$ 36 milhões que ele comprou no ano passado.

Mas sua vida nem sempre foi tão fácil assim. Yiqian abandonou a escola aos 14 anos para poder ajudar a mãe a vender bolsas na rua. Depois disso, foi trabalhar como taxista nas ruas de Xangai. A fortuna só chegou aos 20 anos, quando a cidade abriu uma bolsa de valores e Yiqian soube se beneficiar disso.

Apesar de admitir pouco conhecimento em obras de arte, o bilionário tem ideias patriotas na maioria de suas aquisições. Ele que levar de volta para a China algumas das peças que foram “roubadas” do país ao longo da História. Além do copo da dinastia Ming, no ano passado ele também pagou US$ 45 milhões em um tapete tibetano.

Sua coleção também inclui um álbum com mais de 600 anos contendo arte budista e caligrafia da dinastia Ming, que custou US$ 14 milhões, e um vaso com mais de 800 anos da dinastia Sung (US$ 14,7 milhões). Apesar de toda a grana investida nessas obras, ele já se enfiou em furadas: pagou US$ 8,2 milhões por um rolo de caracteres, supostamente da dinastia Sung, que se provaram falsos.

Liu Yiqian fez fortuna a partir dos 20 anos, com a abertura da bolsa de valores de Xangai

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