Um dos assuntos que mais dá treta aqui no Mega Curioso é a rivalidade entre evolucionistas e criacionistas – e a gente põe lenha nessa fogueira de vez em quando. Mas fazer o quê? Existem furos e verdades em ambas as teorias, por isso é interessante mostrar quando alguém tenta parecer de fato que está correto. Esse é o caso de Andrew Snelling, um cientista criacionista que meteu um processo no Grand Canyon.

Para quem não sabe, essa atração turística norte-americana possui 1,84 bilhão de anos, de acordo com cientistas evolucionistas. Ou seja, esta é uma grande pedra no sapato dos que defendem que Deus criou todo o universo há poucos milhares de anos. Como provar que eles estão certos?

Snelling, que é geólogo, acredita no criacionismo e explica que é difícil ser alguém ligado às ciências e à fé ao mesmo tempo. E não pensem que ele é amador, não: o cara tem doutorado em geologia pela Universidade de Sydney, na Austrália, e tenta provar com seus estudos que o Grand Canyon não é tão antigo quanto juram os evolucionistas.

Andrew Snelling analisa formações do Grand Canyon

Só que Snelling tem sofrido um forte boicote das autoridades responsáveis pelo parque. Segundo o geólogo, ele é proibido de retirar rochas do local para poder analisar em laboratório. Por conta disso, ele resolveu processar os responsáveis pelo Grand Canyon, na tentativa de conseguir liberação para sua pesquisa.

O lugar é um parque nacional altamente monitorado, mas que normalmente permite análises acadêmicas, desde que haja uma liberação prévia das autoridades. Snelling pretendia retirar 60 amostras de lá, mas disse ter sido impedido. Segundo as autoridades, a negação se deve ao fato de que, apesar de ele ser um cientista, iria usar um método de pesquisa falacioso em seu estudo.

Acontece que o geólogo em nenhum momento disse que iria usar seus conhecimentos para confirmar a existência de Deus, só que sua reputação o persegue – ele é um dos membros mais fervorosos da organização Answers in Genesis, uma ONG que já considerou o Grand Canyon como uma das maiores obras do poder divino.

Grand Canyon: esculpido por Deus ou pela evolução?

Essa proibição divide a comunidade acadêmica: muitos defendem que Snelling deve, sim, ter autorização para a pesquisa, já que ele “jamais” vai conseguir refutar tudo que se sabe sobre o Grand Canyon, principalmente em termos evolutivos. Outros, entretanto, garantem que dar aval para esse estudo seria uma forma de legitimá-lo, ou seja, de mostrar que o criacionismo pode ser verdadeiro.

Essa treta parece longe de ter um ponto final. E você, caro leitor, o que pensa de tudo isso? Você acha que o geólogo conseguiria provar o poder de Deus com sua pesquisa científica ou realmente dar credibilidade a isso seria um tiro no pé?

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