Uma das dores que mais é capaz de incomodar um ser humano certamente é a dor de dente. Essa sensação é tão terrível, que o próprio termo já se tornou uma expressão pejorativa para quando se quer falar que alguém está ultrapassando os limites do aceitável. Além disso, vale mencionar que a saúde bucal é um pouquinho subestimada pelas pessoas em geral, o que pode incrementar o incômodo gerado pela situação.

Além disso, a dor de dente é capaz de impedir que uma pessoa tenha uma alimentação normal, o que pode causar dores de cabeças durante todo o dia e principalmente atrapalhar a esperada noite de sono. Tudo isso possivelmente seja causado por uma inflamação de alguma parte da gengiva, pela presença de uma (ou mais) cárie, por um mau posicionamento da arcada dentária ou ainda por algum tipo de choque que tenha ocasionado fissura em algum dente.

Mas agora que você já deve estar se contorcendo um pouco enquanto continua a ler essa notícia (só de imaginar uma dor de dente neste momento), você já reparou que essa situação tende a piorar (e de fato piora) pela noite? Em outras palavras, depois de um dia inteiro sentindo dor em seu dente, bem na hora de dormir é que ela fica mais intensa — mais precisamente ao se deitar. E por que será que isso acontece?

Péssima coincidência

De acordo com a dentista Renata Camargo, em entrevista ao site Terra, uma vez que deitamos, o fluxo sanguíneo aumenta na cabeça, fazendo com que haja um pequeno aumento de pressão sobre a polpa dos dentes. Com isso, esse acréscimo de passagem do sangue é que acaba por gerar a sensação de maior desconfortou, ou seja, fazendo com que a dor aumente.

Por essa razão, podemos concluir que o fenômeno não está diretamente relacionado ao anoitecer propriamente dito, e sim ao fato de é justamente neste período do dia em que nos deitamos para dormir. E para amenizar essa dor, ainda de acordo com a odontóloga, nada melhor do que manter a higiene regular de sua boca (escovando os dentes diariamente após cada refeição, sem se esquecer de usar fio dental para retirar aqueles resíduos mais persistentes) e visitar seu dentista pelo menos uma vez a cada seis meses.

Mas, em situações muito periclitantes (que ainda possam ser consideradas de dor moderada), a doutora Renata recomenda o uso de um bom analgésico em vez das habituais simpatias e recursos populares — como bochecho de água morna com sal, limão ou outro ingrediente supostamente infalível. E quando a dor estiver grande demais, a solução só poderá ser prescrita corretamente com a visita a um profissional da área.