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Este órgão imenso é o coração preservado de uma baleia-azul

Talvez você já tenha ouvido falar que as baleias-azuis, os maiores animais que existem no planeta, têm corações com tamanho equivalente ao de um carro pequeno e que suas artérias são tão grandes que um ser humano poderia nadar através delas. Mas você já chegou a ver um desses órgãos, mesmo por foto? Nós aqui do Mega Curioso não — até nos depararmos com as imagens de um deles que recentemente foi colocado em exposição no Royal Ontario Musem, no Canadá. Veja com mais detalhes a seguir:

Gigante

E a história de como esse enorme coração foi parar no museu é fascinante! De acordo com Jennifer Nalewicki, do site Smithsonian.com, tudo começou há três anos, quando a carcaça de uma baleia-azul apareceu no litoral de Rocky Harbour, uma cidade canadense que fica em Newfoundland. O animal rapidamente chamou a atenção do pessoal do museu — que aproveitou a oportunidade para obter o órgão.

Imenso

Segundo Jacqueline Miller, a especialista em mamíferos do museu que coordenou todo o projeto, foram necessárias cinco pessoas para conseguir remover o coração da baleia a partir de uma incisão criada entre suas costelas. Depois, o órgão foi congelado e enviado até Ontário, onde uma porção de técnicos, juntamente com veterinários da Faculdade de Medicina Veterinária da Lincoln Memorial University, puseram a mão na massa para preservar o exemplar.

Coitada...

O time dissecou o coração e usou todo tipo de artimanha para selar todas as cavidades do coração — segundo Jacqueline, foram empregados baldes, garrafas e até desentupidores de vasos sanitários — antes de encher o órgão com uma solução de formol com o objetivo de preservá-lo. E sabe quantos litros foram necessários? Nada menos do que 2,8 mil litros! Apenas. Depois, a peça foi enviada até a Alemanha, onde foi submetida a um processo chamado plastinação.

Deu trabalho!

Esse processo, conforme explicamos em uma matéria aqui do Mega Curioso, foi desenvolvido pelo anatomista e artista alemão Gunther von Hagens, e consiste em extrair todos os fluidos corporais e substituí-los por resinas de silicone e outros polímeros sintéticos. É possível que você inclusive tenha visto o resultado da técnica na exposição Bodies — “Corpos” em português — criada por Gunther e que já veio ao Brasil.

Muitos e muitos litros de formol

Pois bem, o pessoal do museu achou que seria interessante preservar o coração em uma diástole, isto é, durante o momento em que a musculatura do órgão relaxa, ele se enche de sangue e se dilata — antes de voltar a se contrair e enviar a substância pelo organismo.

Enorme

A saga do exemplar começou há três anos, como mencionamos no início da matéria, e só terminou em maio deste ano, quando ele finalmente voltou ao Canadá. Hoje o coração se encontra em exposição no museu canadense e, caso você tenha ficado curioso, ele pesa mais de 180 quilos, mede quase dois metros de altura — contando a aorta e outros grandes vasos sanguíneos — e é simplesmente impressionante.