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Segundo estudo, os polos magnéticos da Terra estão mudando de lugar

Os polos magnéticos do planeta Terra estão instáveis há alguns anos, o que tornou as estimativas científicas no campo da navegação um tanto duvidosas. A situação ficou tão séria que os Centros Nacionais de Informações Ambientais foram levados a fazer novas atualizações acerca do assunto com maior frequência.

De acordo com informações da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos, o movimento lento das placas tectônicas deixa rastros. Essas informações, quando analisadas, indicam a força e o posicionamento dos polos magnéticos no passado. Por meio desse estudo, já foram acumulados registros do campo magnético terrestre referentes a mais de 160 milhões de anos.

(Reprodução/Sputnikk Knews)

Essa notícia pode soar apocalíptica, mas não é motivo de pânico (calma, não vamos viver o filme "2012"). Segundo análises feitas por cientistas em fósseis, há mais de 780 mil anos, as inúmeras alterações dos polos não tiveram nenhum impacto negativo nos seres vivos.

Afinal, os polos magnéticos estão sofrendo uma inversão?

Pesquisas geológicas indicam que o campo magnético terrestre enfraqueceu nos últimos anos e fica cada vez mais fraco com o passar do tempo. Esse fenômeno pode indicar que o planeta está em um processo de inversão dos polos; ou seja, o norte magnético e o sul magnético trocarão de lugar. Vale ressaltar, no entanto, que essas são apenas previsões científicas; ainda não houve qualquer confirmação da hipótese apresentada.

(Reprodução/Universo Racionalista)

Caso a inversão realmente ocorra, isso não implicará em erupções vulcânicas, tsunamis e terremotos — tampouco no fim do mundo, como alguns espalham por aí. Contudo, a mudança irá interferir diretamente no funcionamento de aparelhos eletrônicos em geral, em tecnologias da navegação (como o GPS e a bússula) e até mesmo no senso de orientação de determinados animais.

Diante disso, organizações como a NASA e a Administração Federal de Aviação têm utilizado uma ferramenta chamada "Modelo Magnético Universal" para fazer mapeamentos, levantamentos, rastreamentos por satélites e gerenciamentos do tráfego aéreo a fim de coordenar e corrigir informações sobre a tecnologia da navegação.

(Reprodução/Renova Mídia)

Estima-se que o norte magnético se mova 55 quilômetros a cada ano e, por esse motivo, agências governamentais fazem atualizações nos modelos de navegação a cada 5 anos. A próxima atualização estava planejada para o fim deste ano, mas recentes mudanças no Ártico fizeram com que o prazo fosse adiantado.