As aranhas podem ser bichos, ao mesmo tempo que horripilantes pra algumas pessoas, também fascinantes aos olhos de outras. Nós já falamos sobre diversas espécies aqui no Mega Curioso, como a aranha-pavão, suas variadas espécies e seu curioso ritual de acasalamento, a tenebrosa aranha-golias e sua fome de pássaros, a espécie que dissolve os próprios órgãos para manter a prole viva, entre inúmeras outras. Há aquelas extremamente perigosas com seus venenos letais e algumas das mais bizarras do mundo. Seguindo a regra, apresentamos mais uma espécie curiosíssima de aracnídeo, a Caerostris darwini ou “aranha-da-casca-de-darwin”.

Originária da ilha de Madagascar, essa aranha só chegou ao conhecimento do resto do mundo em 2009. A característica mais atrativa dessa espécie é a incrível teia que ela produz. A seda que compõe os fios tecidos pela espécie é conhecida como a segunda substância biológica mais resistente do mundo. Relativamente, o material da teia é considerado duas vezes mais forte que as teias de aranha comuns e incríveis 10 vezes mais resistente que o kevlar, substância utilizada para confecção de coletes à prova de balas.

Caerostris darwini ou “aranha-da-casca-de-darwin”

Além do material forte que produzem, essas aranhas são consideradas predadores muito espertos e procuram montar suas teias em locais que outros animais não acessam, como sobre rios e lagos. Para tanto, não só a resistência do material chamou a atenção dos cientistas, mas também a largura da teia, que para conseguir ser montada sobre uma grande área, chega a ter 24 metros de uma extremidade a outra. São nada mais, nada menos que dois ônibus, modelo comum, de teia.

Aí, neste momento, você deve estar se perguntando “como é possível uma aranha atravessar o rio ou o lago para confeccionar a teia”. Bem, ela não nada e não anda sobre as águas. Segundo o trecho de um estudo publicado pelo site IO9, a aranha-da-casca-de-darwin inicia a produção de sua futura casa lançando inúmeras linhas de teia sobre as águas e a favor do vento. Essas linhas servirão como uma ponte entre os locais que sustentarão a teia nas margens dos rios ou dos lagos.

A primeira linha que serve como uma ponte entre uma extremidade e outra da área que ocupará a teia

Em seguida, abaixo da linha inicial, elas partem para a construção da área circular em torno do centro da futura teia. Curiosamente e diferentemente de outras espécies, os fios iniciais não farão parte área central da teia, ou seja, elas servem somente para a estrutura inicial de forma que, após isso, as aranhas constroem uma nova malha de teias.

A teia da aranha-da-casca-de-darwin depois de finalizada

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