Obviamente, os animais não fazem ideia do que são as leis da física. Se um gato cai de uma árvore, ele nem imagina que aquilo foi ação da gravidade.

No entanto, mesmo sem saber, muitos animais dominam as leis físicas do universo de uma forma que até a ciência pouco compreende. Mas as evidências estão em muitas situações desses bichos. Confira abaixo quais são elas.

5 – A bússola interna dos cães

Fonte da imagem: Shutterstock

Acompanhe essa situação e veja se você já passou por ela: você está tranquilamente passeando com seu cãozinho, quando, de repente, ele decide parar, cheirar o local e rodear e rodear e rodear até achar uma posição para evacuar. Mas porque será que eles parecem precisar tanto de uma posição específica?

Essa provavelmente você se recorda. Há pouco tempo, o Mega Curioso mostrou para você que a polaridade terrestre influencia em como os cães fazem cocô. Segundo os pesquisadores, esses animais se alinham seguindo o eixo norte-sul, quando em condições geomagnéticas tranquilas.

O estudo, conduzido por cientistas da Universidade Tcheca de Ciências, revelou ainda que os cães parecem evitar a orientação leste-oeste. É como se eles tivessem uma bússola interna para se orientar na hora de fazer as suas necessidades.

Fonte da imagem: Reprodução/Cracked

Para o estudo, não teve outro jeito, os cientistas tiveram que acompanhar aqueles momentos em que os cãezinhos se aliviam. Durante dois anos, eles acompanharam 7,5 mil eliminações de necessidades (entre xixi e cocô) de 70 cães, de 37 diferentes raças, e descobriram que a maioria defecou ao longo do eixo norte-sul do campo magnético da Terra.

Os cientistas então chegaram à conclusão de que os cães estavam seguindo uma espécie de sensor magnético, pois são capazes de perceber pequenas variações na polaridade terrestre. No entanto, apesar da descoberta, os especialistas não souberam explicar exatamente por que esses animais fazem isso. Uma hipótese é que eles aproveitem esse momento de alívio para “calibrar” o senso de direção.

4 – O equilíbrio incrível de baratas e lagartixas

Detalhe das patas da lagartixa Fonte da imagem: Shutterstock

Uma equipe de cientistas da Universidade de Vermont fez uma pesquisa para verificar a agilidade e capacidade de equilíbrio de baratas e lagartixas. O estudo, publicado no periódico científico PLOS One, explicou como esses animais podem ser os verdadeiros mestres do Parkour.

Fonte da imagem: Reprodução/Cracked

Escapar de predadores muitas vezes exige que os animais rapidamente lidem com ambientes complexos. Os menores animais atingem velocidades relativamente rápidas com passadas de alta frequência, batidas de asas ou ondulações de corpo, mas as velocidades absolutas são lentas em comparação com animais maiores.

Os pesquisadores esclareceram que pequenos animais se beneficiam das vantagens de uma maior capacidade de manobra em parte devido à escala. É possível ver essa agilidade nos gifs, onde ambos os animais sobem rapidamente um objeto inclinado e contornam a borda de cabeça para baixo tranquilamente.

Fonte da imagem: Reprodução/Cracked

O estudo explicou que essas espécies possuem garras que agem como ganchos e usam um movimento pendular que pode ultrapassar um metro por segundo em torno de uma posição invertida sob a borda.

Essa constatação ficou ainda mais clara quando os cientistas fizeram um teste com exemplares que tiveram as garras retiradas. E isso aconteceu:

Fonte da imagem: Reprodução/Cracked

3 - Comunicação ninja dos elefantes

Ao manipular as cordas vocais da mesma maneira que fazemos, os elefantes são capazes de se comunicar através de um murmúrio infrassônico em um tom muito mais baixo do que os nossos ouvidos humanos podem detectar. Outros elefantes podem ouvi-lo perfeitamente, até aqueles que ficam a cerca de 30 quilômetros de distância.

Fonte da imagem: Shutterstock

De certa forma, os elefantes sussurram conversas completas com os seus amigos distantes. E não são pelas gigantes orelhas que eles detectam as vibrações de outros colegas, e sim pelas suas patas, que podem ser consideradas algumas das mais sensíveis do reino animal. Esses murmúrios criam pequenos tremores no solo que são interceptados por outros exemplares da mesma espécie.

A partir daí, o som propaga-se de sua perna, através do corpo, que envia o sinal para o cérebro. Os elefantes podem até mesmo decifrar a direção de onde veio o som. Esta superaudição diferenciada permite que eles façam todo tipo de trabalho em equipe, desde ficar em contato com os entes queridos até alertar os amigos sobre proximidade de predadores.

2 - Aranhas e a eletricidade estática

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Você já viu um pé de aranha bem de pertinho? Bem, isso é algo que provavelmente ninguém quer ver, não é mesmo? No entanto, você pode observar com segurança na imagem acima, que mostra a perna aracnídea, que tem vários pelinhos que funcionam como ganchos para ela conseguir andar tranquilamente pelas paredes. Você se lembrou do Homem-Aranha?

Pois bem, no filme mesmo eles mostram esses mesmos pelinhos crescendo nas mãos de Peter Parker durante a sua mutação, e eles grudam em tudo com bastante eficiência, como um velcro de alta fixação.

E são esses minúsculos membros com pelos que tiram proveito de um fenômeno natural chamado força Van der Waals, que é a soma de todas as forças atrativas ou repulsivas, em que os elétrons de variação estática entre os pelos da aranha circulam até que um negativo e um positivo finalmente se encontram. E, como os opostos se atraem, neste caso, existe a criação de um vínculo que resulta no efeito necessário para a aranha grudar em qualquer superfície.

1 – A vespa movida à energia solar

Fonte da imagem: Reprodução/Wikipedia

Dificilmente alguma espécie terrestre vive sem o astro-rei, principalmente os seres humanos. No entanto, existe um inseto que é realmente movido à energia solar, que é a Vespa orientalis — que também é conhecida como mangava-oriental.

Essa espécie é parcialmente alimentada por painéis solares sobre o seu corpo, o que explica os seus hábitos durante maior parte do dia para garantir o estoque de luz. Para conferir essa capacidade, alguns pesquisadores capturaram uns exemplares dessa vespa e os iluminaram com luz ultravioleta, notando que as vespas entraram em ação.

Quando os cientistas foram verificar as amostras em um microscópio, eles descobriram estruturas especiais sobre o exoesqueleto que são extremamente eficientes na coleta de luz solar para convertê-la em eletricidade. Os pesquisadores acreditam que parte dessa eletricidade é transferida para os músculos que atuam nas asas e um tipo de sistema de refrigeração.

Com essas informações, os pesquisadores descobriram que, apesar dessas espécies se proliferarem mais em lugares quentes e ensolarados, eles possuem uma temperatura corporal baixa, o que sugere que convertem o excesso de luz solar em eletricidade para se refrigerar. Até mesmo os seus casulos têm propriedades fotoelétricas, que aproveitam a luz solar para ajudar no desenvolvimento das larvas-bebês.