Já pensou ter uma peça de roupa confeccionada com um jeans totalmente “desenhado” por leões, tigres ou ursos? Essa ideia pode parecer interessante para uns e totalmente abominável para outros, mas é o que está fazendo um fabricante de jeans japonês. Ele encontrou uma forma de cuidar do bem-estar do animal e fazer com o que o zoológico ganhe uma renda extra.

As pessoas enrolam o tecido em volta de pneus que, depois, são jogados aos bichos. Eles gostam de morder e rasgar todo o material — servindo também como passatempo para os animais —, produzindo um jeans totalmente personalizado que, posteriormente, é usado para a fabricação de peças de roupas e distribuído para o mundo inteiro.

Uma graninha extra

Como pode ser visto, não há maltrato aos animais. Pelo contrário, o uso do pneu revestido de jeans serve como um passatempo para os leões, ursos e tigres, além de ser uma atividade que pode gerar um lucro a mais para o jardim zoológico onde os animais moram. E este dinheiro é totalmente utilizado para fornecer facilidades extras para os bichos.

Essa não é a única forma de geração de renda a mais usada pelos jardins zoológicos do mundo inteiro. Desde sempre, eles têm procurado maneiras alternativas para financiar suas atividades e investir nos animais, já que a verba pública e a renda da venda dos ingressos não é suficiente para manter um lugar como esse funcionando perfeitamente.

Além do jeans, o que mais é feito?

Essa prática de colocar os animais para projetar rasgos nos jeans é bem nova. Existem muitas outras atividades usadas, e uma delas é o passeio de elefante que muitos zoológicos realizavam. O Jardim Zoológico Artis, em Amsterdã, expandiu esses passeios, cobrando dos visitantes para andar de avestruz.

Hoje em dia, já não é permitido fazer tais passeios, já que isso se tornou proibido em muitos países, visando o bem-estar dos animais e a segurança dos visitantes. Mas nem por isso os jardins zoológicos deixaram de procurar um modo de conseguir um dinheiro a mais para tratar de seus bichos e proporcionar um lugar agradável para as pessoas.

Novamente os elefantes entram em ação, juntamente com os chimpanzés — animais muito inteligentes —, pintando quadros e exercitando o seu lado artístico. São dadas telas em branco para que os bichos transformem-nas em obras de arte. O chimpanzé Congo, do Jardim Zoológico de Londres, é um exemplo disso.

Ele foi apresentado à arte pelo zoologista Desdond Morris e, desde a morte do chimpanzé, o London Zoo tem vendido peças criadas por ele por mais de US$ 25 mil. Já foi criado até um concurso de artes feitas por chimpanzés. Segundo especialistas, isso é enriquecedor para os animais envolvidos e o dinheiro adquirido é revertido para o bem-estar do bicho.

Até o esterco é usado

Muitos jardins zoológicos do mundo inteiro têm encontrado um mercado lucrativo na coleta das fezes dos grandes animais, vendendo-as para jardineiros e silvicultores. Este não é um tipo de fertilizante de luxo, sendo apenas usado para espantar pequenos carnívoros, como gatos e raposas, do lugar onde é aplicado.

Os animais demarcam o seu território com as fezes e outros bichos menores reconhecem essa demarcação. Se um predador reconhece que as fezes são novas e pertencem a um bicho maior, eles se afastam. Mas, se ele vê que é velha, então ele se sente à vontade para invadir o lugar.

Dessa forma, os jardineiros espalham fezes de leão ou leopardo em torno do jardim e, assim, pequenos carnívoros indesejados se mantêm longe. Os protetores florestais usam o esterco de maneira semelhante, espalhando perto das plantas para protegê-las dos danos causados pelos veados que vagam pelo local.

Projetos animais

Um jeito que os jardins zoológicos acharam de atrair empresas para ajudar nesses projetos é a construção de equipes para a prática de atividades. Para isso, basta que uma empresa escolha um jardim zoológico e construa um dispositivo de enriquecimento ambiental. A equipe também precisa escolher um animal, observá-lo e desenvolver um objetivo.

Depois, com o projeto recém-formado, um tratador vai verificar a segurança do que foi desenvolvido antes de dar o aval para que ele possa ser aplicado. Tudo isso pode ser bem estimulante para o zoológico, principalmente para aqueles que estão em declínio, e gratificante para as empresas que estarão contribuindo para o enriquecimento ambiental.

O Zoo Jeans, por exemplo, leiloa as suas criações, e todo o lucro que eles obtêm em cima das peças vai para a preservação do meio ambiente, para o jardim zoológico local e para o WWF.