Aranhas da espécie Larinia jeskovi têm a região genital danificada para que não tenham relações sexuais com outros parceiros. A descoberta é de uma equipe de zoólogos da Universidade de Greifswald, que fez a constatação em um exemplar da espécie do leste europeu.

Os cientistas concluíram que essa é a alternativa para os machos garantirem que os óvulos e os filhos gerados pela fêmea sejam somente seus. Na medida em que vai depositando o esperma no interior da fêmea por meio do órgão especial chamado pedipalpo, uma parte dele vai serrando a genitália da parceira. Após algumas sequências de movimentos, uma região denominada scopus acaba se quebrando totalmente e impossibilita a fêmea de realizar novos acasalamentos.

Segundo o site Gizmodo, as fêmeas até podem flertar com outros machos mesmo sem a presença do scopus, porém eles não poderão transferir o esperma para elas. Não está claro para os cientistas que implicações de saúde essa situação pode causar para as aranhas, mas já se sabe que é um quadro comum e que atinge a maioria das fêmeas adultas da espécie após o período de reprodução.

Esse costume, de tentar impedir o acasalamento com outros parceiros, é comum a grande parte das espécies de aranha, mas quase todas as outras não possuem êxito em seus objetivos. Algumas mantêm várias horas de sexo para que a fêmea fique longe de outros machos, já outras procuram colar algo na entrada do órgão reprodutor ou deixam pedaços de sua região genital a fim de bloquear a parceira. No entanto, somente a L. jeskovi é que parece ter completo sucesso nessa ação.

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