Mesmo que você não sofra de aracnofobia, você certamente passará a olhar para as aranhas com mais respeito depois de ver uma delas em ação no vídeo a seguir. O clipe foi registrado com o uso de câmeras de alta velocidade e mostra como alguns desses animais fazem para atacar suas presas. Confira a seguir:

Você reparou na incrível mandíbula da bichinha? Segundo as informações do vídeo — capturado pelo pessoal da National Geographic em parceria com pesquisadores da Instituição Smithsonian —, essa estrutura se caracteriza por apresentar uma velocidade de funcionamento impressionante. No caso do aracnídeo do clipe, ele fechou a mandíbula em 0,00012 segundo e atacou a “presa” a 32,2 quilômetros por hora.

Ataque rápido

Como você viu no vídeo acima, a aranha é capaz de abrir sua mandíbula em um ângulo de 180 graus. Segundo os cientistas, os animais dotados dessas estruturas normalmente se posicionam atrás de suas presas, abrem as mandíbulas lentamente e, quando surge o momento oportuno, as fecham — em uma ação que lembra um elástico de borracha que, depois de ser completamente esticado, é solto repentinamente.

IFLS

A aranha que aparece no vídeo pertence à família Mecysmaucheniidae, nativa da Nova Zelândia e do extremo sul da América do Sul. Esses animais geralmente medem apenas alguns milímetros — ufa! —, costumam pesar entre 0,5 e 23 miligramas e habitam as folhas que se acumulam no solo das florestas, onde ficam à espreita esperando pelo momento de atacar outros bichos.

Para registrar as imagens do vídeo, os pesquisadores capturaram aranhas de 14 espécies diferentes, as levaram até um laboratório e criaram uma presa falsa usando um cílio preso a um grampo de cabelo. Depois, a equipe fez um total de 98 gravações com as bichinhas, e as cenas foram registradas a velocidades entre mil e 40 mil quadros por segundo.

Segundo os pesquisadores, esse tipo de comportamento e mandíbula já havia sido observado em formigas, mas jamais em aracnídeos. Durante as filmagens, eles determinaram que diferentes espécies de aranhas fecham suas mandíbulas com velocidades variadas e que, em alguns casos, a potência do movimento ultrapassava a potência de seus músculos.

Assim, embora os cientistas ainda não tenham conseguido decifrar como o mecanismo de ação das mandíbulas funciona, eles suspeitam que as aranhas desenvolveram estruturas capazes de armazenar e liberar energia para amplificar o poder do movimento.

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