Algumas pessoas ganham reconhecimento porque conseguem fazer coisas que seres humanos “comuns” nem cogitam. Hoje, vamos falar sobre o carteiro Ferdinand Cheval, que ficou famoso por simplesmente construir um palácio sozinho. Acha que isso já é muita coisa? Pois então saiba que, como matéria-prima de sua grande construção, Cheval usou as pedras que recolheu ao longo de suas caminhadas como entregador de correspondência.

Tudo começou por causa de um sonho que Cheval teve sobre construir um palácio. Foi um sonho que acabou ficando em sua mente por anos até um dia de primavera em 1879, quando ele chutou uma pedra de formato esquisito enquanto fazia suas entregas. Admirado, ele pegou a pedra em suas mãos e ficou olhando para ela durante algum tempo até que, de repente, teve uma grande ideia: construir um palácio inteiro com as pedras que encontrasse pelo caminho – Carlos Drummond de Andrade curtiria muito esse projeto.

E assim aconteceu. Ao longo de 33 anos, Cheval foi coletando as pedras que encontrava pelo caminho, guardando-as em seus bolsos e as levando para casa até conseguir encher um carrinho de mão e levar para o local de construção do palácio. Cada uma delas serviu para que a estrutura linda e grandiosa fosse erguida, assim como aconteceu no sonho fatídico que ele teve um dia.

Sonho realizado

Durante esse tempo todo, o carteiro trabalhava ao longo do dia, catava suas pedras e à noite se dedicava à construção, com a ajuda de apenas uma lâmpada a óleo. O Palácio Ideal, como é chamado, ficou pronto, finalmente, em 1912, e hoje é uma região protegida na comuna de Hauterives, na França, com visitação aberta a turistas.

Enquanto construía seu palácio, Cheval falou sobre sua vontade de ser enterrado ali mesmo quando morresse. Como isso era ilegal, ele passou mais 8 anos construindo um mausoléu para si no cemitério da cidade – 1 ano após concluir sua segunda construção, o carteiro morreu, no dia 19 de agosto de 1924.