No dia 30 de abril de 1945, uma quinta-feira, Adolf Hitler entrou em seu estúdio subterrâneo com sua esposa Eva Braun, despediu-se dos seus criados, matou o cachorro e fechou a porta. Dez minutos se passaram e, sem que nenhum barulho fosse ouvido, ambos estavam mortos, ele com um tiro de pistola na têmpora direita, ela por envenenamento.

Segundo o valet (assistente pessoal), oficial da SS Heinz Linge, que encontrou os corpos sem vida, Hitler usava uma jaqueta nazista e calça preta, e Eva, um vestido azul com enfeites brancos. Estavam sentados um ao lado do outro em um pequeno sofá. Haviam se casado oficialmente há pouco mais de 36 horas. Ele tinha 56 anos. Ela tinha 33.

O casal, com alguns servidores e amigos próximos, já utilizava o refúgio subterrâneo, chamado de Führerbunker, desde o dia 16 de janeiro de 1945. A instalação, localizada no centro de Berlim, era vizinha do histórico Portão de Brandenburgo, na Pariser Platz, hoje famoso por ser o símbolo da reunificação das Alemanhas.

Uma morte anunciada

Fonte: Meio Norte/ReproduçãoFonte: Meio Norte/Reprodução

Naquele local, Hitler recebeu muitas notícias sobre os avanços das tropas aliadas e, principalmente, da ofensiva soviética sobre Berlim. No dia 20 de abril, o Exército Vermelho chegou na periferia da cidade e dois dias depois, Hitler reconheceu a derrota alemã pela primeira vez.

Depois desse ato, já anunciou a sua intenção de tirar a vida, pesquisando com seu médico pessoal a forma mais eficiente de fazê-lo, o que ocorreu somente no dia 30 de abril.

O fiel criado Linge e outras pessoas presentes no bunker enrolaram os dois corpos, e os levaram ao jardim onde um barril de gasolina, já preparado para esse fim, foi usado para encharcar os corpos, que foram incendiados. A pira queimou durante quase três horas.

No mesmo local, no dia seguinte, o todo-poderoso Ministro da Propaganda nazista Joseph Goebels também matou a si e sua família (mulher e seis filhos) utilizando o cianeto, mesmo veneno que matara Eva Braun.