Em fevereiro deste ano, a explosão provocada pelo meteorito que atingiu Chelyabinsk, na Rússia, provocou tantos estragos que o evento acabou ficando conhecido como o maior impacto registrado no planeta desde o episódio de Tunguska, que ocorreu em 1908 também na Rússia e devastou uma enorme área desabitada na Sibéria. O preocupante é que, para muitos cientistas, a queda deste ano serviu uma enorme “chamada de atenção”.

De acordo com o El Mundo, um estudo publicado nesta semana revelou que o número de rochas espaciais com dimensões semelhantes às da que atingiu Chelyabinsk — com cerca de 20 metros — e que oferecem risco ao nosso planeta é dez vezes maior do que se pensava. Os cientistas também calcularam qual foi a quantidade de energia liberada pela explosão do meteorito, e concluíram que foi equivalente à detonação de uma bomba de 500 quilotons.

Só para que você tenha uma ideia, a bomba atômica lançada sobre Hiroshima era de míseros 15 quilotons! Entendeu a preocupação dos cientistas? As rochas espaciais de maior tamanho estão sendo monitoradas dentro do possível. No entanto, o problema é que os objetos menores — como o que explodiu em Chelyabinsk — são bem difíceis de se detectar com suficiente antecedência para que algo possa ser feito.

Risco real

Fonte da imagem: Reprodução/Nature

Depois da destruição registrada em Chelyabinsk, os cientistas se deram conta de que as rochas de menor tamanho também podem ser absurdamente poderosas e potencialmente mortais. Assim, astrônomos de todo o mundo estão estudando o evento de fevereiro com grande afinco, para determinar a probabilidade de que um objeto parecido atinja o nosso planeta. Afinal, ninguém quer que os humanos acabem tendo o mesmo destino que os dinossauros!

Um aspecto positivo — por assim dizer — sobre o meteorito que caiu na Rússia é que a rocha atingiu uma zona relativamente povoada e, portanto, o evento foi largamente documentado pela população. Mas já imaginou se o episódio tivesse ocorrido em uma cidade muito maior, com milhões de habitantes?

Embora os meteoritos menores — com dimensões de até 20 metros — não tenham um poder destrutivo apocalíptico, até recentemente o risco que eles apresentam foi erroneamente subestimado pela comunidade científica. Uma solução apontada pelos astrônomos seria a criação de sistemas que detectem esses objetos com dias ou até semanas antes do impacto, e só nos resta torcer para que nenhum nos atinja até que eles sejam implementados.