Por essa nem os mais criativos roteiristas de Hollywood poderiam esperar: em Saturno e em Júpiter chove diamantes! É isso mesmo! Cerca de mil toneladas por ano podem cair dos céus do maior planeta do Sistema Solar, segundo estimativas de pesquisadores.

Essa teoria não está 100% confirmada, mas é com ela que os cientistas estão trabalhando hoje em dia. Na Terra, os diamantes se formam a cerca de 150 km de profundidade, onde a pressão sobre o carbono e a temperatura do local criam as condições perfeitas para tal ocorrência.

Porém, em Júpiter e a Saturno a atmosfera é diferente. Por ser extremamente densa e com uma temperatura muito elevada, ela deve comprimir o carbono em diamante ainda nas nuvens, criando, literalmente, uma chuva preciosa. Essa teoria é nova, já que se acreditava que nesses planetas sequer havia a possibilidade de a pedra ser formada.

Essa faixa branca em Saturno é uma tempestade gigantesca que deve criar diamantes

Do pó ao pó

Até então, os pesquisadores imaginavam apenas que os núcleos de planetas gasosos, como Netuno e Urano, teriam grande quantidade de diamante. Agora, a chuva de diamantes deve mudar um pouco o que se sabe sobre essa pedra preciosa.

Os diamantes de Júpiter e Saturno devem começar como gás metano em grandes altitudes atmosféricas. As intensas tempestades de raios devem transformá-lo em fuligens de carbono, que, conforme vão se aproximando do solo, devem se transformar em grafite e, posteriormente, em diamante.

Mas não pense que é possível ir até lá buscá-los: ao atingirem a superfície, os diamantes encontram grandes mares de metano e hidrogênio líquidos. Com isso, eles devem afundar a profundidades de até 30 mil quilômetros, onde o calor e a pressão devem transformá-los em carbono fundido. Uma pena, você não acha?

O grito de guerra dos jupiterianos: "Eu sou ryca!"

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