Emily Titterington era uma adolescente de 16 anos que vivia todos os dramas dessa fase da vida, além de uma dose a mais de problemas: ela possuía um leve autismo e uma fobia gigante de usar banheiros. O medo foi letal, e Emily morreu após ficar dois meses sem evacuar.

O caso aconteceu em 2013, na Inglaterra, e agora está sendo investigado se houve falha no diagnóstico médico. Emily tinha problemas intestinais recorrentes, mas nunca foi constatado que ela retinha suas fezes durante tanto tempo. “Sua morte poderia ter sido evitada com o tratamento certo, no momento certo”, disse o doutor James Alistair.

O médico não conseguiu fazer um exame completo em Emily, já que a adolescente não permitia. Apesar de ter receitado laxantes, Alistair disse que se tivesse conseguido tocar na barriga de Emily, notaria a gravidade da situação. Ela, entretanto, costumava usar roupas largas.

Emily vivia nesta estreita rua de St. Austell, na região da Cornualha

Noite fatídica

Na noite de 8 de fevereiro de 2013, a mãe de Emily, Geraldine, ligou para os paramédicos pois sua filha reclamava de muitas dores. Os especialistas chegaram rapidamente à casa da família, mas Emily se recusou a ir ao hospital e disse estar com um desconforto entre os ombros. Nenhum inchaço abdominal foi notado por causa da camisola larga que ela usava.

Horas mais tarde, os paramédicos voltaram à residência da adolescente e descobriram que a situação era muito grave. Eles encontraram Emily caída na porta do banheiro e notaram que a retenção de fezes por cerca de oito semanas comprimiu os órgãos internos da menina. Até mesmo os ossos inferiores das costelas estavam fora do lugar.

Adolescente foi encaminhada ao Hospital Royal Cronwall, mas não resistiu

Inquérito

Durante o inquérito para avaliar as causas da morte, Geraldine disse que sua filha não ia ao banheiro já havia de seis a oito semanas quando veio a falecer. Entretanto, ela alega que essa era uma situação rotineira na vida de Emily.

Hannah, irmã de Emily, não morava mais com a família e não a via há cerca de um mês quando soube da morte da irmã. Ela contou no tribunal que suspeitava que Emily não estivesse em um ambiente saudável e que já havia contatado o Serviço Social para que algo fosse feito. Já outro irmão, Brian, falou que diversas medicações, inclusive homeopáticas, foram testadas para melhorar a condição de Emily.

Via EmResumo.