Se você frequentava as aulas de laboratório de ciências já no ensino fundamental, deve se lembrar do esqueleto sustentado por um suporte que o mantinha ereto. Bem, obviamente, se você não caiu na brincadeira de um professor ou um amigo engraçadinho que disse que era de verdade, provavelmente sempre soube que o objeto de fato não foi uma pessoa real.

E esses itens, em sua maioria, são mesmo feitos de plástico ou qualquer outro material e formam apenas uma réplica do esqueleto humano. Mas e se um dia você descobrisse que a “caveira” que estava ali, todo o tempo em que você mexeu, observou e passou a mão, era sim de uma pessoa real? Isso te perturbaria de alguma forma?

Esqueletos utilizados em salas de aula geralmente são feitos de plástico, mas o encontrado no armário da escola inglesa apresentou traços de deterioração incomuns

Bem, uma situação assim aconteceu no Colégio Haydock, que fica em uma região entre as cidades de Manchester e Liverpool, na Inglaterra. Um professor encontrou um velho esqueleto abandonado nos fundos de um armário na sala de artes da escola. Um dos professores afirmou que o item apresentou traços de deterioração, e eles resolveram pedir para uma companhia funerária local analisá-lo.

O resultado surpreendeu a todos. O esqueleto foi dado como quase todo verdadeiro, exceto seus membros superiores e uma das pernas. Ele pertenceu a um humano de muitas décadas atrás e veio da Índia. Tinha uma altura entre 1,25 e 1,55 metro e morreu com idade entre 24 e 31 anos. Segundo o site Mother Nature Network, os representantes da escola deduziram que o objeto deve ter chegado ao Reino Unido como uma moeda de troca, há várias décadas, para ser utilizado nas aulas de ciências.

Alunos e professores realizam cerimônia de enterro de Arthur, o esqueleto redescoberto no colégio Haydock

Depois de um tempo, ele provavelmente foi substituído por uma peça nova, de plástico, e por isso foi enviado ao departamento de artes para servir de modelo em aulas de desenho. Aí então ele foi colocado no armário até ser encontrado novamente neste ano. Segundo o site Liverpool Echo, a escola resolveu descartá-lo, mas com a realização de um enterro apropriado. Diversos estudantes acompanharam a cerimônia de “Arthur”, nome que alguém decidiu dar ao “falecido” depois que ele foi redescoberto.

Como você se sentiria se soubesse que o esqueleto da sua sala de aula pertenceu a uma pessoa de verdade? Comente no Fórum do Mega Curioso