Se você é fã de astronomia, então deve saber que as nebulosas são enormes nuvens difusas de poeira cósmica, plasma e alguns elementos químicos, e a uma das mais próximas dessas estruturas aqui da Terra é a Nebulosa de Hélix, situada na Constelação de Aquário, e que fica a uns 700 anos-luz de distância de nós. Considerando que cada ano-luz corresponde a aproximadamente 9.461.000.000.000 quilômetros, o que significa que não dispomos da tecnologia necessária para poder viajar até lá.

Mas, se você algum dia sentiu curiosidade em como seria passar através de uma dessas nuvens cósmicas, agora você pode descobrir — graças a uma animação criada a partir de imagens capturadas pelos telescópios espaciais HubbleSpitzer da Nebulosa de Órion, que fica mais distante do nosso planeta do que a Hélix, a pouco mais de 1,3 mil anos-luz de nós.

Nebulosa de HélixNebulosa de Hélix (Wikimedia Commons/Domínio Público

Viagem cósmica

De acordo com Michelle Starr, do site Science Alert, embora seja visível aqui do nosso planeta a olho nu como um pontinho brilhante no céu noturno, a Nebulosa de Órion conta com 24 anos-luz de diâmetro e consiste em uma região do espaço que funciona como uma espécie de “maternidade estelar” — graças aos materiais que existem distribuídos nela e que, devido à dinâmica da nebulosa, vão se agregando com o tempo para dar origem a novas estrelas.

Ademais, a Nebulosa de Órion tem cerca de dois milhões de anos, o que significa que ela é bastante jovem, e os cientistas conseguiram descobrir uma porção de coisas sobre a formação de estrelas e planetas por meio de sua observação. Voltando ao assunto da animação, ela foi produzida com base em dados obtidos pelo Hubble e Spitzer, e consiste na combinação de imagens visíveis e em infravermelho registradas pelos dois equipamentos. Assista ao vídeo:

Segundo Michelle, essas informações todas foram usadas por um time de astrônomos e especialistas em visualização de estruturas cósmicas para criar uma “viagem” tridimensional através da nebulosa. Mas, além de nos dar um vislumbre de como seria passar através de uma dessas nuvens, a animação também tem como objetivo mostrar o espaço de uma forma diferente da que estamos acostumados a ver — em imagens bidimensionais estáticas.

Portanto, no vídeo, o cosmos é apresentado como algo gigantesco, tridimensional, dinâmico e em constante evolução. Ah! E como algo simplesmente deslumbrante de se ver — se fosse possível para os humanos realizar essas viagens espaciais.