Cientistas encontram células cerebrais que são responsáveis pela ansiedade

05/02/2018 às 07:301 min de leitura

Boa notícia para quem tem algum transtorno de ansiedade: neurocientistas revelaram que foram localizadas um grupo celular cerebral específico que estão sendo chamadas de “células de ansiedade”. Os cientistas agora acreditam que é possível controlar a ação desses neurônios, de modo que os sintomas da ansiedade sejam reduzidos.

A pesquisa, publicada originalmente na revista Neuron, foi realizada através de uma técnica conhecida como imagem de cálcio. Basicamente, microscópios em miniatura foram instalados nos cérebros de camundongos, para gravar a atividade diária na região do hipocampo dos ratinhos.

Quando ficaram estressados, foi possível observar altos níveis de atividade da parte ventral do hipocampo dos ratos, com neurônios específicos entrando em ação. De acordo com o professor de psiquiatria Rene Hen, esse mesmo mecanismo também deve ocorrer em seres humanos.

A análise das atividades cerebrais dos ratinhos permitiu não apenas a identificação desses neurônios ligados à ansiedade, mas também uma forma de controlar a ação dessas células cerebrais.

Boa notícia!

bob esponja

O controle, no caso, ocorreu por meio da optogenética, um processo que trabalha com feixes de luz que são capazes de interromper a atividade dessas células que promovem a ansiedade.

Os camundongos que foram submetidos a esse tratamento passaram a agir com menos medo e ficaram mais ousados – no caso deles, a ansiedade era desencadeada pelo receio de que um predador pudesse se apresentar, mas, quando submetidos à optogenética, os animais passavam a se locomover de forma mais ampla, em espaços abertos, sem medo dos predadores.

Doses moderadas de ansiedade são úteis e, inclusive, necessárias. São elas que nos fazem fugir de situações perigosas, como correr em direção oposta a um carro descontrolado. O problema é quando a ansiedade é intensa e constante demais – não é à toa que os transtornos de ansiedade estão cada vez mais comuns e mais preocupantes.  

A autora principal do estudo, Jessica Jimenez, acredita que agora que essas células foram localizadas, será possível explorar novos tratamentos para a ansiedade, seguindo por caminhos que ainda não foram explorados. Tomara!

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