Um dos fenômenos mais bonitos da natureza é a aurora boreal, aquelas luzes normalmente esverdeadas que podem ser vistas dançando nos céus das regiões mais ao Norte do planeta. Mas, na última semana, um novo tipo de aurora foi descoberto, com a coloração roxa, e já foi batizado pela comunidade científica de Steve.

Por que esse nome? Bom, a descoberta foi feita por um astrônomo amador canadense que notou a diferença de coloração no céu e deu o singelo apelido para um nome muito mais pomposo (e complicado) do fenômeno: Strong Thermal Emission Velocity Enhancement, que pode ser traduzido grosso modo como Forte Aprimoramento da Velocidade de Emissões Térmicas. Melhor chamar de Steve mesmo, né? 

De maneira resumida, as auroras boreais são causadas por partículas altamente energizadas vindas do Sol. Juntas, elas formam o chamado vento solar, que chega à Terra e entra em contato com o campo magnético do planeta, provocando efeitos que mais se parecem com obras de arte da natureza. Dependendo da cor, diferentes tipos de interações químicas e físicas podem ser observados. 

Além da tonalidade, o que também chamou a atenção para o estudo de Steve foi a região onde ele dá seu show: abaixo da linha considerada como grande palco das auroras boreais que circula o Polo Norte terrestre. Ainda assim, para ver com os próprios olhos esse fenômeno, você precisaria viajar, no mínimo, até o Canadá ou outros países com latitudes semelhantes.

Ainda sem conclusões detalhadas sobre os motivos dessas aparições, a NASA, além de fazer suas próprias pesquisas científicas, convocou todos que se interessam pelo assunto a ajudarem nos estudos com fotos e gravações do espetáculo natural.

“Minha esperança é de que uma maior quantidade de avistamentos possa fornecer dados suficientes para os cientistas fazerem suas análises e, juntos, desvendarmos os mistérios em relação à origem de Steve. É empolgante porque quanto mais eu aprendo sobre ele, mais dúvidas eu tenho”, comentou Notanee Bourassa, o canadense responsável pela descoberta.