A gente vive falando por aqui de rochas espaciais que passam raspando pelo nosso planeta — e da sorte que temos por não termos sofrido (ainda) o mesmo destino dos dinossauros há vários milhões de anos, quando um asteroide com tamanho estimado em 15 quilômetros de diâmetro colidiu na Península do Yucatán, no México. Pois no último sábado, 2 de junho, tivemos uma baita sorte!

Explosão celeste

De acordo com o pessoal da NASA, os astrônomos descobriram que havia um pedregulho vindo do espaço em rota de colisão conosco e ele chegou a se chocar contra nós, mas, como se tratava de um asteroide bem pequenininho, a nossa atmosfera tratou de desintegrá-lo, evitando que ele causasse estragos.

Pequeno asteroide(NASA/JPL-Caltech/CSS-Univ. do Arizona)

Segundo a agência espacial, a rocha espacial só foi identificada horas antes do impacto e (por sorte) media apenas dois metros de diâmetro. Batizado de 2018 LA, o corpo celeste foi avistado por cientistas do Catalina Sky Survey, no Arizona, e consiste na terceira vez em que um asteroide em rota de colisão com a Terra é descoberto — e segunda em que a trajetória e local de impacto puderam ser mais ou menos determinadas. Não que fosse adiantar muita coisa caso se tratasse de um asteroide gigante...

Os astrônomos que identificaram o mini asteroide conseguiram estabelecer que a rocha entraria na atmosfera terrestre em algum lugar ao longo de um corredor se estendendo da África através do Índico até Papua Nova Guiné, e uma câmera situada na África do Sul parece ter registrado o momento em que o 2018 LA se desintegrou sobre nós.

Como você poderá ver no vídeo a seguir, a impressão é a de que o asteroide explode ao atingir o solo, mas, na verdade, segundo o pessoal da NASA, a rocha espacial se desintegrou a vários quilômetros da superfície terrestre. Assista abaixo:

Já pensou se se tratasse de um pedregulho grandalhão? Os astrônomos da NASA explicaram que o 2018 LA era uma rocha espacial muito menor do que as que eles estão incumbidos de identificar e catalogar no Sistema Solar, mas os pesquisadores aproveitaram a oportunidade para exercitar a tarefa de calcular a trajetória e local de impacto de asteroides, assim estimar como quais deverão ser as medidas adotadas em caso de uma potencial colisão.

Tomara que eles tirem mesmo bastante proveito desses eventos menores e inofensivos e realmente saibam o que fazer quando — e se — um objeto de grandes dimensões for descoberto em rota impacto conosco.

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