Volta e meia, a gente escuta uma história sobre um bichinho que se perdeu por algum motivo, mas graças a Deus acabou encontrando um caminho de volta para sua casa.

Veja o Hank, por exemplo. Alguns anos atrás, ele caminhou 17 quilômetros em dois dias para voltar para o seu abrigo, onde morou depois de ser resgatado. Ele havia sido adotado por Rachel Kauffman quase uma semana antes, mas ainda sentia saudades do local.

E como ele conseguiu encontrar seu caminho de volta, tendo ido até lá uma única vez? No caso dos cachorros, a resposta é bastante óbvia: eles vão pelo cheiro. Quanto ao Hank, seguir o cheiro do abrigo, dos antigos donos ou dele mesmo por menos de 20 quilômetros não é nem um grande feito. Na verdade, a sensibilidade deles a estímulos olfativos é diferente da nossa.

Eles identificam círculos de odores sobrepostos e os utilizam para traçar um curso ou roteiro. Se houver um cheiro familiar — de uma pessoa, de um animal, ou mesmo de algum objeto que ele tenha percebido no caminho da ida , ele vai computando tudo isso para reconstruir o trajeto para casa. É quase como se fosse uma pista de migalhas de pão — só que, em vez do pão, são cheiros.

Quando estamos falando de gatos, no entanto, a coisa muda de figura. Eles possuem um sistema de localização parecido com o dos pássaros, que conseguem identificar onde estão o norte e o sul. E as motivações também podem ser outras. Embora o gato crie uma conexão com seu humano, ele tem uma ligação muito grande com o ambiente onde vive e gosta muito de estar em um território reconhecido e familiar.

Um caso que ficou famoso com relação a isso é o da gatinha Holly, que viajou 320 quilômetros para retornar ao seu lar. Ela havia sido perdida nos Estados Unidos quando sua família viajou para o litoral e reapareceu 2 meses depois, na frente da casa da família. Essas histórias são mais raras com gatos, então até a família duvidou se era mesmo Holly. Mas, como ela era microchipada, não havia dúvida: a gata tinha encontrado o caminho de volta para casa.

Os veterinários e pesquisadores sobre o funcionamento dos sistemas dos animais ressaltam, no entanto, que não há uma explicação bem definida e científica sobre como eles fazem isso, e provavelmente nem todos os bichinhos conseguem de fato se localizar dessa maneira. Segundo eles explicam, depende de vários fatores, dentre eles o temperamento do animal.

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