Muitas pessoas se sentem consternadas com o sofrimento animal, a gente sabe, mas muitas também sentem tanta piedade de cachorros abandonados ou machucados que é quase como se não conseguissem dar a mesma importância ao sofrimento humano, já reparou?

Um estudo feito sobre esse assunto e que foi publicado no Society & Animals revela que, realmente, humanos tendem a ficar com mais pena de cachorros sofrendo do que de outros seres humanos em circunstâncias parecidas.

Para chegar a essa conclusão, pesquisadores da Northwestern University contaram com a ajuda de 240 voluntários universitários, com idades entre 18 e 23 anos, que participaram do estudo lendo, primeiramente, a notícia de um falso ataque no qual a vítima tinha apanhado com um taco de baseball e ficado seriamente ferida, com diversos ossos quebrados, e deixada abandonada inconsciente.

O que mudou na narrativa recebida por algumas pessoas foi a vítima: em alguns casos, era uma pessoa adulta; em outros, uma criança de 1 ano de idade; em outros, um cachorro de seis anos de idade; e em outros, um filhote de cachorro. Tenso!

Uma questão de idade

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A suspeita inicial era a de que talvez a idade da vítima fosse a informação que pudesse causar mais consternação, por indicar maior vulnerabilidade. Para checar esse princípio, os participantes responderam a perguntas para demonstrar níveis de empatia em uma escala que ia de pouca empatia até muita empatia.

Na sequência, os pesquisadores falaram com os participantes e perguntaram como eles se sentiram lendo cada um dos casos: todos ficaram mais chocados com o ataque à criança, seguido pelo ataque ao filhote de cachorro, depois pelo ataque ao cachorro adulto e, finalmente, pelo ataque à pessoa adulta.

“A idade faz uma diferença para a empatia em relação às vítimas humanas, mas não às vítimas caninas”, explicaram os pesquisadores. Em relação ao gênero dos participantes, as mulheres tendem a demonstrar compaixão por todas as vítimas enquanto os homens são mais seletivos.

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