Não existem dúvidas de que a chegada do homem à Lua foi um dos maiores acontecimentos do século XX. Em uma época em que a missão fazia parte de uma disputa entre duas potências mundiais, quem alcançou primeiro o objetivo de caminhar sobre nosso satélite natural precisava explicitar o feito de diversas formas.

Uma delas foi a distribuição de pequenos fragmentos da Lua. Os pedaços foram envoltos em uma esfera de acrílico, sustentada por uma estrutura de madeira. Nela, existem placas com informações sobre o objeto e uma bandeira do país ou estado dos EUA que recebeu o item.

Olha o que eu fiz!

Durante os anos 70, essas placas comemorativas foram distribuídas pelo presidente dos EUA na época, Richard Nixon, como um sinal de bom relacionamento. O material utilizado na fabricação das esferas foi obtido durante as missões Apollo 11 e Apollo 17, por meio das quais um homem pisou na Lua.

Além das pedras, a bandeira que acompanha o conjunto foi levada dentro da espaçonave, fato que está registrado na placa explicativa. Após a entrega do presente, a NASA não manteve registro de onde os pedaços de Lua foram guardados.

Em busca das esferas lunares

O fato de essas relíquias não terem sido catalogadas deixou o ex-investigador da NASA e advogado Joseph Gutheinz incomodado. Após anos de investigação, ele está quase alcançando seu objetivo de determinar o paradeiro de todas as esferas que foram oferecidas a cada um dos 50 estados norte-americanos na época.

Ele alega que “essas pedras são parte tangível da história. Assim que Neil Armstrong pisou na Lua, sua primeira missão foi descer da nave e coletar pedras, caso fosse preciso efetuar uma decolagem de emergência”.

A maior parte dos presentes está exposto em museus ou prédios municipais, mas quando Gutheinz iniciou o processo de busca dos objetos, em 2002, aproximadamente 40 deles não possuíam registro de localização. Para ele, essa displicência com as relíquias aconteceu porque “acreditamos que viagens até a Lua seriam feitas regularmente”.

Investigador lunar

Gutheinz iniciou sua carreira como investigador na NASA, onde ficou sabendo do comércio clandestino que negociava pedras lunares por milhões de dólares. Dentro dos EUA, os itens são considerados tesouros nacionais e não podem ser vendidos em hipótese alguma. Apesar dessas informações, ele só passou a tentar catalogar a localização das pedras após deixar a agência.

Em sua busca, ele acabou encontrando os objetos em pontos bem inusitados: com ex-governadores, em um depósito militar e até mesmo com o capitão de um barco de pesca de caranguejos gigantes, no Alasca. A pedra de Nova York ainda não foi localizada, e a que estava sob os cuidados do estado de Delaware foi roubada em 1977.

Gutheinz espera conseguir encontrar todas as pedras para que a informação seja divulgada durante as comemorações dos 50 anos desde o primeiro pouso na Lua, no ano que vem. Ele diz que “as pessoas de todo o mundo merecem isso: ver algo que os astronautas realizaram e que faz parte da nossa história”.

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