Você sabe quantas luas existem no Sistema SolarMercúrioVênus não possuem nenhuma, a Terra, 1 (oficialmente, pelo menos), Marte conta com 2 (Phobos e Deimos), Júpiter, 79, Saturno, pelo menos 53 (com 9 possíveis satélites aguardando confirmação), Urano tem 27, até onde se tem notícia, e Netuno, 13 satélites — mais um que se encontra em processo de reconhecimento. Sim, caro leitor, nossa vizinhança cósmica conta com uma população razoável de luas!

Mas, você sabia que esses corpos celestes também podem ter seus próprios satélites naturais? O mais curioso é que essa questão só começou a ser investigada bem recentemente. Mais especificamente, em 2014, depois que o filho de uma astrônoma perguntou a ela se as luas podiam ter luas — as crianças podem ser simplesmente geniais com suas indagações! —, e a pesquisadora, intrigada, foi averiguar.

Ingenuidade a serviço da Ciência

A astrônoma, mãe do garoto curioso, se chama Juna Kollmeier e faz parte do corpo de cientistas dos observatórios da renomada Instituição Carnegie, nos EUA, e, com a ajuda de um colega da Universidade de Bordeaux, na França, um cara chamado Sean Raymond, descobriu que ninguém jamais havia observado esses satélites anteriormente, sim, é possível que as luas tenham outras luas.

Lua da lua(Quartz/Reuters/Rebeeca Naden)

Mas a coisa toda não é tão simples como parece! Afinal, pense cá conosco: estamos falando de um corpo celeste que orbita outro, que, por sua vez, viaja ao redor de um planeta que também percorre uma órbita ao redor de uma estrela. Além disso, temos toda a questão de massas, distâncias, ângulos orbitais e forças gravitacionais, por exemplo, para levar em consideração nesse cenário de “lua da lua”.

Lualua

Pois bem, a dupla de cientistas concluiu que, para que um satélite natural tenha outro, é necessário que a lua da lua possua um diâmetro de até 9,5 quilômetros, mais ou menos, enquanto que a lua-mãe precisa ser bem grandinha, com diâmetro de, no mínimo, mil quilômetros. Apenas a título de comparação, a nossa Lua conta com pouco menos de 3,5 mil km de diâmetro.

Ademais, o satélite-filho teria que ter uma órbita distante o suficiente do satélite-mãe e do planeta-pai (a gente inventou essas denominações “familiares” para facilitar a explicação, tá?) de forma a não ser destruída pelas forças exercidas pelos dois astros maiores. Segundo os pesquisadores, no Sistema Solar não existe nenhuma “lua da lua”, mas há satélites com tamanhos suficientes e que se encontram a distâncias orbitais de seus planetas que permitiriam que esses pequenos corpos celestes pudessem orbitar ao seu redor.

Planeta distante e suas luas(Gizmodo/Flickr/Kevin Gill)

A nossa Lua é uma delas, e os satélites saturnianos Titã e Iapetus, assim como o jupteriano Calisto, também se qualificariam para abrigar luazinhas. Mas isso não significa que não possam existir satélites de satélites em outros sistemas planetários — não podemos nos esquecer de que os cientistas vivem descobrindo exoplanetas pra lá de diferentes —, e, no caso de que eles sejam encontrados, os cientistas acreditam que as luas das luas podem nos ajudar a entender melhor a evolução de corpos celestes.

Com relação ao nome com o qual os astros serão batizados, já estão circulando algumas sugestões, como sublua, moonette — ou algo como luete, em tradução livre —, moooon (ou luuuua) e moonmoon, ou lualua, e essa segunda opção é a que mais está fazendo sucesso nas redes sociais. E você caro leitor, tem alguma sugestão?

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