Você se arriscaria a dar um mergulho em um rio infestado de piranhas (estamos falando dos peixes, hein!)? Mesmo sabendo que, segundo os cientistas, os humanos não fazem parte do cardápio desses peixes e que os (raros) ataques ocorrem sob circunstâncias específicas, poucos teriam coragem de nadar com essas criaturas. Pois, se as piranhas de hoje em dia causam pavor na maioria das pessoas, imagine só a comoção que uma pré-histórica não causaria! Aliás, você tem ideia de como elas eram há milhões de anos?

Pequenas e carnívoras

De acordo com Charles Choi, do site Live Science, cientistas encontraram um exemplar na Alemanha de um peixe parecido com as piranhas, mas que, em vez de aterrorizar as águas atuais, fazia isso há 152 milhões de anos. A criatura, batizada de Piranhamesodon pinnatomus, viveu na mesma época em que os brontossauros e estegossauros perambulavam pela Terra e os pterodátilos voavam alegremente por aí, e habitava uma região que, na época, consistia em uma porção de pequenas ilhas rodeadas por águas tropicais pouco profundas.

Fóssil de piranhaOlhe o fóssil aí (Spektrum.de/M. Ebert e T. Nohl)

Os cientistas acreditam que, além de serem cobertos por vegetação, esses pedacinhos de terra abrigavam uma variedade de espécies animais, incluindo insetos, lagartos e pequenos dinossauros. As águas também provavelmente serviam de lar para recifes, pequenos invertebrados, crustáceos, répteis marinhos e outros peixes — o que significa que não faltava comida para as piranhas jurássicas!

Com relação à aparência dos monstrinhos pré-históricos, o fóssil encontrado mede pouco mais de 7 centímetros — o que não é muita coisa, para falar a verdade. Por outro lado, ao analisar o exemplar, os pesquisadores descobriram que essas criaturas tinham longos dentes com formato triangular e serrilhados distribuídos pelo maxilar e até no céu da boca, que funcionavam como pequenas tesouras e adagas. Imagine só o sorrisinho maroto que esse bicho não tinha!

Ilustração de piranhaNós aqui do Mega achamos que o desenho não faz jus à descrição! (Reuters)

Segundo os pesquisadores, essas piranhas pré-históricas provavelmente usavam essa dentuça toda para atacar e arrancar pedaços das barbatanas de outros animais e rasgar a carne de quem ficasse dando sopa. E mais: os cientistas teorizam que, assim como as piranhas atuais, as versões jurássicas, em vez de devorar as presas até os ossos em um único e sangrento ataque, preferiam comer as presas aos poucos, tirando pedaços de suas barbatanas, já que essa estrutura volta a crescer e, portanto, a “fonte” de alimento era preservada por mais tempo. Oportunista é pouco!

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