Astrônomos da Universidade Johns Hopkins divulgaram no início de novembro uma descoberta que pode revolucionar o setor. Com a identificação da 2MASS J18082002–5104378 B, uma estrela com aproximadamente 13,5 bilhões de anos, pequena de tamanho e de massa metálica, eles teriam encontrado um corpo celeste da mesma época (ou um pouco depois) do Big Bang, que teria dado início ao Universo como o conhecemos.

A descoberta sugere que nosso pedaço da galáxia pode ser mais velho do que se imaginava, e estudar a nova estrela pode dar indícios de como era o princípio do Universo. De acordo com os astrônomos, ela é incomum porque, ao contrário de outras com muito baixo teor de metal, é parte do "disco fino" da Via Láctea  a parte da galáxia em que nosso próprio Sol reside. Com isso, ela tem uma órbita circular que nunca se distancia muito do plano da galáxia, enquanto a maioria das estrelas com pouco metal possuem órbitas que as levam através da galáxia e longe de seu plano.

Para Kevin Schlaufman, professor assistente de Física e Astronomia e coautor do estudo, essa estrela é 1 em 10 milhões. “Ela nos conta algo muito importante sobre as primeiras gerações de estrelas.” O teor de metal, ou metalicidade, das estrelas no Universo aumentou à medida que o ciclo de nascimento e morte delas continuou.

Com a metalicidade extremamente baixa, a estrela recém-descoberta indica que, em uma árvore genealógica cósmica, ela é uma das primeiras na hierarquia. Com o menor índice de elementos pesados encontrados em uma estrela até agora, a nova tem aproximadamente o mesmo conteúdo de elementos pesados que o planeta Mercúrio. Em comparação ao Sol, por exemplo, que possui um conteúdo de elementos pesados igual a 14 vezes o planeta Júpiter e é de muitas gerações à frente.

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