Você, por acaso, depois de ver a imagem de um fóssil – não se preocupe se não se lembrar de nenhuma agora, pois nós vamos incluir algumas ao longo da matéria! –, ficou imaginando como os cientistas sabem que não se trata de uma simples pedra? Bem, além de terem os olhos treinados para diferenciar esses artefatos de rochas, existe uma variedade de análises e testes que os pesquisadores podem fazer para que não restem dúvidas.

Este aqui tem cara de fóssil, né? (Reprodução/The Australian Museum)

Entretanto, de acordo com Joanie Faletto, do site Curiosity, quando os cientistas se encontram em campo e se deparam com um potencial candidato a fóssil – e não contam com um laboratório por perto –, existe um truque curioso que os ajuda a distinguir o achado de uma pedra comum. E sabe qual é a artimanha? Dar uma bela lambida no objeto!

Calma, calma!

Vale destacar que, de modo geral, existem determinados locais no mundo onde é mais provável encontrar fósseis. Segundo Joanie, os cientistas já sabem quais são os tipos de formações rochosas e as áreas onde é possível encontrar esses artefatos, por isso inclusive criaram uma base de dados interativa que mostra onde, exatamente, dinossauros fossilizados já foram achados mundo afora, por exemplo. Portanto, nem adianta sair lambendo qualquer pedregulho que você achar por aí!

Isso aí "colado" na língua da moça é um fóssil (Reprodução/Terhune Lab)

Mas, digamos que um paleontólogo se encontre em uma dessas áreas, tropece com algo interessante e tasque uma lambida no objeto. E aí? Os pesquisadores dizem que, quando se trata de um fóssil, a língua tende a “grudar” na superfície do artefato; enquanto isso, no caso de uma pedra comum, eles acabam apenas lambendo poeira.

E por que os fósseis são mais grudentos do que as rochas? Quando se trata de ossos, especialmente os de dinossauro, eles possuem estruturas mais porosas do que as das rochas em que eles geralmente são encontrados. Segundo Joanie, depois que toda a matéria orgânica que formava o corpo dos dinos se decompõe completamente, o que sobra é o material inorgânico – que resiste melhor à passagem do tempo.

Vai uma lambidinha? (Reprodução/BioLogos)

Nos ossos de dinossauro, esse material consiste em minerais como o cálcio, por exemplo, que forma uma delicada estrutura mineral e porosa no formato da que era a estrutura interna dos ossos dos répteis extintos.

É claro que esse método de identificação não é seguro nem garante que o objeto em questão realmente consiste em um fragmento de osso de milhões de anos. Muitas vezes, para comprovar com certeza absoluta que os pesquisadores têm mesmo um fóssil em mãos, é preciso realizar uma bateria de testes supercomplexos. Mas, dependendo da situação, a técnica da lambida pode ser útil – e inclusive existem cientistas capazes de dizer quais são os minerais presentes no artefato examinado. Interessante, né?