“Nós não temos apenas um esqueleto. Temos um dinossauro como ele teria sido”. Foi assim que Caleb Brown, pesquisador do Royal Tyrell Museum, em Alberta, no Canadá, definiu para a National Geographic a ‘múmia dinossauro’ divulgada recentemente pelo museu.

Os cientistas o tem como provavelmente o espécime mais bem preservado já descoberto e, por estar em tão boas condições, muitos passaram a chamá-lo de “múmia dinossauro” e não de fóssil.

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O apelido tem fundamento, afinal, mesmo depois de 110 milhões de anos, os ossos continuam cobertos por pele, armadura e até mesmo algumas entranhas intactas. Isso leva os pesquisadores a crer que se trata de um nível de preservação quase sem precedentes.

O dinossauro – que pertence a uma espécie chamada nodossauro – era um herbívoro enorme de quatro patas que era protegido por uma armadura pontiaguda e revestida pesando mais de 1.360 quilos. Hoje, o nodossauro  está tão preservado que ainda chega a pesar mais de 1.130 quilos.

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Os motivos pelos quais a múmia dinossauro tenha permanecido tão intacta ainda é um mistério, mas de acordo com a CNN, pesquisadores sugerem que o nodossauro possa ter sido levado para o mar por um rio, onde acabou afundando. No fundo do oceano por milhões de anos, os minerais fizeram o papel da armadura e da pele do dinossauro, preservando e mantendo as características reais que são exibidas agora.

As condições preservadas do dinossauro não descartaram a dificuldade em colocá-lo em sua atual forma de exibição. Descoberto pela primeira vez em 2011, quando um trabalhador de uma mina de petróleo o encontrou por acidente enquanto estava trabalhando, os pesquisadores demoraram 7 mil horas nos últimos seis anos para testar, retirar e preparar os restos mortais para exibição no Royal Tyrrell Museum. É lá que os visitantes têm a chance de ver, diante dos olhos, o que há de mais próximo da realidade de um dinossauro.

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