Pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) desenvolveram um equipamento que utiliza câmeras comuns para a identificação do câncer de pele. O dispositivo ainda está em fase de melhorias e obteve resultados preliminares de precisão de 99% dos casos.

O método utiliza câmera comum e envia a fotografia para um sistema que avalia a lesão a partir de base de dados. Assim, com uma série de imagens, é possível identificar lesão benigna ou maligna.

O projeto é experimental e não foi desenvolvido em escala comercial. Para isso, é necessário encontrar parcerias com empresas interessadas nas próximas etapas, certificação e registro.

Atualmente, é utilizado o dermoscópio para a avaliação da lesão, porém o equipamento necessita de treinamento para manuseio. Assim, o objetivo do projeto é facilitar a identificação do câncer de pele, com dermatologistas e demais profissionais da saúde utilizando a câmera comum chegando a conclusões de forma ágil.

O projeto foi iniciado em 2009 pelo professor Jacob Scharcanski do Instituto de Informática da UFRGS e alunos, o Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE), a Universidade de Waterloo, no Canadá e empresas.

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Incidência de câncer de pele

Segundo estimativa de 2018 do Instituto Nacional do Câncer (INCA), no Brasil são mais 160 mil novos casos de câncer de pele não melanoma anuais. Cerca de 33% dos diagnósticos de câncer, ou seja, o tumor mais incidente entre homens e mulheres. Na maioria dos casos curável, tendo um prognóstico bom quando diagnosticado e tratado em fase inicial.

Quanto ao melanoma, a incidência é baixa, dados apontam cerca de 6 mil novos casos anuais. Porém, é um tipo mais agressivo e sua letalidade é alta.

Sintomas

Segundo o INCA, alguns sintomas identificáveis são:

  • Lesão na pele de aparência elevada e brilhante, translúcida, avermelhada, castanha, rósea ou multicolorida, com crosta central e que sangra facilmente;

  • Pinta preta ou castanha que muda sua cor, textura, torna-se irregular nas bordas e cresce;

  • Mancha ou ferida que não cicatriza, continua a crescer apresentando coceira, crostas, erosões ou sangramento.

O uso do protetor solar é indispensável para evitar o câncer de pele. Além disso, como a doença pode ser difícil para a pessoa identificar, é fundamental a procura por profissionais da saúde.