As cidades estão ficando vazias por causa da quarentena e um número maior de pessoas em casa está afetando a qualidade de alguns serviços, como Netflix. Quem está procurando novas maneiras de passar o tempo em casa por causa do coronavírus, pode aproveitar para ajudar cientistas a identificar pinguins na Antártida ou procurar por novas galáxias, por meio de projetos de ciência cidadã.

Quantos pinguins existem na Antártida?

Os pinguins são os animais mais carismáticos do pólo Sul. No entanto, até recentemente, a ciência sabia pouco sobre quantas destas aves havia na Antártida e como sua população era distribuída, por causa das dificuldades de pesquisa na inóspita área.

Por outro lado, os satélites comerciais oferecem dados bastante detalhados: o programa Landsat da NASA oferece uma perspectiva de 40 anos sobre as atividades dos pinguins e o Google Earth obtém dados de satélite acessíveis ao público. Estas informações podem ajudar os cientistas a localizar e mensurar o tamanho das colônias dos pássaros.

Para analisar estas informações, os cientistas precisam de ajuda para localizar todos esses pássaros e recrutam o que chamam de detetives de pinguins. O projeto Penguin Watch pede que as pessoas identifiquem os pássaros em fotografias tiradas automaticamente perto de suas colônias.  O objetivo da iniciativa é fornecer dados mais abrangentes sobre as populações deste animal aos formuladores de políticas antárticas.

Com as imagens de satélite, as pessoas buscam por faixas de cocô dos pinguins, conhecido cientificamente como guano. A partir do mapeamento da área coberta por guano, é possível estimar a quantidade de pinguins da colônia.

Caçadores de galáxias

(Fonte: Pixabay)(Fonte: Pixabay)

Outro projeto de ciência cidadã pode ser muito útil para fazer esquecer a covid-19: o programa Galaxy Zoo existe há mais de uma década, recrutando voluntários para classificar as formas das galáxias.

Qualquer um pode fazer ajudar, mesmo que não saiba exatamente o que é uma galáxia. Após uma breve sessão de treinamento, os voluntários são liberados com o fornecimento de imagens pelos cientistas.

A forma de uma galáxia fala sobre sua história: quando acumulou material, colidiu com outras galáxias e formou estrelas.

As identificações feitas pelos voluntários do Galaxy Zoo permitiram que os cientistas determinassem que os buracos negros no centro das galáxias crescem constantemente, e não através de colisões das estruturas ao seu redor.