Um jacaré que supostamente foi um mascote do ditador alemão Adolf Hitler morreu na última quarta-feira (22) no zoológico de Moscou aos 84 anos de idade. Considerado pela emissora ABC News como um sobrevivente, o réptil escapou do bombardeio de Berlim em 1943 e ultrapassou a expectativa de vida de sua espécie, que vai de 30 a 50 anos.

O animal de 3,5 metros, cujo nome era Saturno, nasceu no estado americano do Mississípi em 1936 e foi enviado ainda filhote para o zoológico de Berlim, do qual escapou quando o local foi bombardeado pelos Aliados. Sua fuga é considerada um grande feito, pois foi um dos 100 animais, entre os 16 mil mantidos em cativeiro, que sobreviveram à guerra.

Seu paradeiro permaneceu desconhecido até junho de 1946, quando foi capturado por soldados britânicos e dado como um presente para as tropas soviéticas, que o enviaram para Moscou.

Numa postagem feita na página do Zoológico de Moscou no Facebook é mencionado que, "mesmo que teoricamente ele pertencesse a alguém [Hitler], os animais não estão envolvidos na guerra e na política, sendo um absurdo culpá-los pelos pecados humanos".

Jacaré de Hitler?

Os rumores de que Saturno tenha sido um dos pets do Führer tiveram início em Moscou após o final da guerra. Se a princípio essa suposta conexão conferiu ao jacaré um certo status, com o tempo gerou uma certa repulsa que, no entanto, jamais alterou a sua condição de hóspede de honra.

O obituário reconhece: "Tentamos cuidar do venerável jacaré com o máximo cuidado e atenção. Ele era exigente quanto à comida e lembrava-se perfeitamente de seus guardiães de confiança. Ele adorava ser massageado com uma escova".

Aparentemente, o bicho representava o registro de uma era para os moscovitas: "Ele veio depois da Vitória -- e se reuniu com ela no seu aniversário de 75 anos. É uma grande felicidade que cada um de nós possa olhar nos olhos dele e apenas permanecer em silêncio. Ele viu muitos de nós quando éramos crianças. Esperamos não tê-lo decepcionado".

Parece que o "jacaré de Hitler" permanecerá sendo lembrado e homenageado em Moscou: submetido à taxidermia, o corpo do animal será transferido para o Museu de Biologia Charles Darwin para exibição.