O Brasil assumiu a 2ª posição mundial em número de pessoas recuperadas da covid-19 conforme dados divulgados pela Universidade Johns Hopkins, que mantém um quadro sobre os detalhes da pandemia de coronavírus através do seu Center for Systems Science and Engineering (CSSE).

Segundo o Ministério da Saúde, em relatório divulgado na ultima segunda-feira (1º), o país tem atualmente 211.080 pessoas curadas da infeção respiratória causada pelo novo coronavírus. O único país à frente do Brasil é os Estados Unidos, com 444.758 recuperados.

O número de recuperados no Brasil representa 40,1% do total de casos oficialmente confirmados (526.447). O total de mortos chegou a 29.937 casos, sendo que 4.412 mortes ainda estão sob investigação.

Para serem consideradas "recuperadas", as pessoas devem atender a alguns critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde: terem sido diagnosticadas com a doença e enfrentado os 14 dias de quarentena preventiva ou recebido alta dos leitos hospitalares.

A covid-19 no mundo

Fonte: Wikimedia/ReproduçãoFonte: Wikimedia/Reprodução

Os números atualizados até o momento desta publicação na plataforma da Johns Hopkins indicam que o Brasil, com 211.080 recuperados, aparece na frente da Rússia e abaixo dos Estados Unidos.

A Itália e a Espanha, dois países europeus que mais sofreram com a pandemia, também aparecem com destaque na lista. Os italianos ocupam atualmente a quinta posição e os espanhóis, a sexta. Acompanhem abaixo a lista dos dez países com maior número de curados:

1° Estados Unidos – 458.231
2° Brasil – 211.080
3° Rússia – 186.602
4° Alemanha – 166.563
5° Itália – 158.355
6° Espanha – 150.376
7° Turquia – 128.947
8° Irã – 123.077
9° Índia – 96.988
10° China – 79.400.

Apesar da notícia sobre recuperados representar uma vitória sobre a doença, não se pode esquecer que ela é igualmente proporcional ao crescimento exponencial de novos casos.

Michael Ryan, diretor do programa de emergências da OMS (Organização Mundial da Saúde), estima que o Brasil e outros países das Américas Central e do Sul ainda não atingiram o pico da pandemia do novo coronavírus.

“Não posso prever quando ocorrerá, mas precisamos mostrar solidariedade aos países, da mesma forma que fizemos com países de outras regiões. Estamos juntos e ninguém fica para trás”, concluiu explicou o ex-cirurgião e epidemiologista.