Enquanto muitos países estão encontrando sérias dificuldades em acionar alternativas mais eficientes no combate ao coronavírus, algumas nações surpreendem e surgem como modelos a serem seguidos, apresentando excelentes resultados de contenção ao vírus aliados à conscientização popular primorosa que, juntamente às autoridades, derrubam drasticamente as curvas de contaminação.

Após a queda no número diário de casos de contaminação, com registros atuais de 0,5 casos a cada 100 mil habitantes, o governo japonês suspendeu oficialmente, no dia 25 de maio, o estado decretado de emergência e isolamento social em Osaka e regiões próximas, que estava em vigor desde março.

Sem testes em massa, o Japão possuía apenas um medicamento antiviral utilizado para ensaios clínicos fechados, excepcionalmente para casos graves de gripe. Seu controle social rigoroso e a obrigatoriedade, por lei, de sair de casa com as máscaras devidamente colocadas, foram medidas essenciais para reabrir estabelecimentos e flexibilizar o convívio social, liberando, por exemplo, eventos para até 100 pessoas.

(Fonte: Getty Images/Reprodução)(Fonte: Getty Images/Reprodução)

Destruindo completamente a curva de contaminação, a Nova Zelândia tornou-se um dos pólos mais importantes de combate ao vírus, com apenas 1.154 testados positivo e 22 óbitos confirmados, apesar de ter uma população bem menor se comparada com a de países que tornaram-se epicentro viral. Pioneira com seu conceito de "bolha social", onde cidadãos se reuniam apenas em um grupo de pessoas próximas que obrigatoriamente morassem na mesma cidade, a medida de contenção foi essencial para fechar o contágio.

Com o último caso confirmado há dez dias, a quarentena rigorosa do país, que chegou a impedir que pessoas saíssem de casa por seis semanas, seguiu os indicativos científicos e as recomendações das principais organizações de saúde, resultando em uma ação praticamente perfeita e exemplar.

(Fonte: AFP/Reprodução)(Fonte: AFP/Reprodução)

O caso mais controverso fica por conta da Islândia, que não determinou medidas severas de lockdown, nem a obrigatoriedade de uso de máscaras, mas implantou inúmeras baterias de testes em toda a população, codificando genomas de pacientes para decodificar o vírus e traçar rotas de contágio, permitindo a identificação de sua origem e impedindo que o foco pudesse vir a expandir, além de aplicá-las de imediato logo após o surgimento do vírus na China.