Um fenômeno conhecido como "ciclone bomba" foi registrado ontem (30) na região sul do Brasil, principalmente nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, onde causou dez mortes, muitos estragos, chuvas torrenciais e quedas drásticas de temperatura.

Segundo a MetSul Meteorologia, o fenômeno deve continuar provocando forte ventania na região Sul. Os ventos que podem chegar a 130 km/h em cidades dos dois estados mais atingidos é uma ameaça a mais quedas de árvores, postes, destelhamentos e rompimento de estruturas metálicas.

Na região Sudeste, os efeitos do ciclone foram menores. No estado de São Paulo, a passagem do fenômeno foi apenas tangencial, embora o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da capital paulista tenha registrado rajadas de ventos e quedas de temperatura  de até 8ºC na madrugada de quinta para sexta-feira.

No Rio de Janeiro, a ventania destelhou várias casas, derrubou um poste e algumas árvores. A velocidade dos ventos ainda é grande e há previsão de ressaca com ondas de até 3,5 metros, segundo o Centro de Operações Rio.

O que é ciclone bomba?

Em entrevista à BBC News Brasil, o meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia Heráclio Alves, explicou que a denominação ciclone bomba refere-se aos fenômenos atmosféricos conhecidos como ciclones extratropicais, relativamente comuns nesta época do ano e formados em áreas de baixa pressão.

Este que está passando pelo Brasil veio do Paraguai e deve cruzar diversas regiões continentais antes de chegar ao oceano, onde continuará atuando por um tempo até perder definitivamente sua força.

Os estragos causados pelo ciclone bomba

Santa Catarina foi o estado mais afetado pela passagem do ciclone. Muitas árvores foram derrubadas e casas destelhadas. Os ventos chegaram a 120 km/h e fortes temporais atingiram todo o estado.

Fortes estragos também foram provocados pelas chuvas no Rio Grande do Sul. Previsão de ventos de 120 km/h interromperam as atividades portuárias, e mais de 700 mil pessoas estão sem energia elétrica.

No Paraná, ventos de 100 km/h derrubaram árvores e deixaram muitos imóveis em Curitiba sem energia elétrica. O telhado de um conjunto habitacional foi arrancado e algumas ruas da capital tiveram que ser interditadas devido às quedas de árvores e postes