O que vamos falar pode parecer algo um tanto estranho e nojento para nós, porém que pode ser bastante útil para as pesquisas de cientistas (apesar de ativistas acharem o método um tanto polêmico). Pesquisadores dos Estados Unidos encontraram um meio para analisar o organismo de ratos de um modo mais detalhado e, consequentemente, preciso.

Explicando de um jeito objetivo, são modelos de ratos transparentes em que é possível enxergar o organismo interno e estudá-los anatomicamente. Obviamente, esses são ratos mortos que já passaram pelo processo de eutanásia e que depois têm as suas peles removidas do corpo. Posteriormente, eles passam por uma série de tratamentos químicos que deixam os tecidos brancos e transparentes.

O resultado você pode conferir nas imagens: os corpos ficam parecidos com gelatinas e os órgãos permanecem no local original, de modo mais visível aos cientistas. Vale lembrar que os ratos são comumente utilizados em pesquisas por que são biologicamente semelhantes aos seres humanos e podem ser tratados de modo que simulem o tratamento de doenças humanas.

Cientistas já trabalharam em outros métodos que deixam os tecidos dos animais transparentes, como já ocorreu no ano passado (um cérebro de um rato foi testado e trouxe bons resultados). Viviana Gradinaru, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, disse que o projeto em questão é interessante pois pode mapear e trazer detalhes do sistema nervoso dos organismos – além de deixar claro como é a propagação do avanço de câncer em ratos de laboratório.

O estudo de Viviana Gradinaru foi publicado essa semana na revista científica Cell. De acordo com ela, o método de clareamento dos tecidos também pode ajudar os médicos a analisar amostras de biópsias de pessoas no futuro. Para criar esse efeito transparente nos ratos, diversos produtos químicos são bombeados pelos vasos sanguíneos, assim como cérebro e na medula espinhal. Para o rato ficar transparente, é necessário esperar pelo menos quatorze dias.