Não se assuste, mas você pode estar comendo polpa de madeira. Ou pelo menos um aditivo que começou como madeira. Se você comprar queijos picados, incluindo marcas como a Organic Valley e Sargento, ou passar no McDonald’s para comer um sanduíche ou, ainda, degustar algumas costelas com uma garrafa de molho de churrasco, provavelmente você estará ingerindo celulose.

A celulose é, basicamente, a fibra vegetal, e uma das fontes mais comuns é a polpa de madeira. Fabricantes trituram a madeira e extraem a substância. É estranho imaginar o mesmo tipo de polpa que é usada para fazer o papel transformando-se na nossa alimentação.

Contudo, não é nenhuma novidade sobre o uso de celulose pela indústria de alimentos, cujo motivo alegado é o de adicionar textura e fibras a eles. O FDA, órgão americano que regula os alimentos e drogas farmacêuticas, há muito tempo deu luz verde para essa prática.

E, em nossos corpos, esta celulose passa pelo nosso trato gastrointestinal e praticamente não é absorvida. O cientista de alimentos John Coupland, da Universidade Penn State, diz que não importa muito de onde a celulose vem. Em teoria, você pode extraí-la a partir de qualquer planta, como espargos ou cebola, embora seja um desperdício, nesse caso, de boa comida.

"Uma boa maneira de pensar sobre isso é perguntando: será que a celulose utilizada em nossa comida será melhor ou pior se a for proveniente de outra planta?". A resposta é basicamente um não. "A celulose é apenas uma molécula, e, provavelmente, aquela que é a mais presente em nossas dietas."

De acordo com a Organic Valley, o uso de celulose em queijos picados da marca é usado como antiaglomerante. Isso ajuda a evitar que os pedaços de queijo se aglomerem e grudem uns nos outros. Basicamente toda a indústria alimentícia faz o mesmo uso da polpa de madeira.

Se você está degustando um salgado com queijo enquanto lê essa matéria, provavelmente você está ingerindo celulose.