Em 2010, uma história fez muito sucesso na internet: uma mulher sobreviveu a um tiro porque sua prótese de silicone impediu que fragmentos da bala chegassem ao coração, algo que só não aconteceu por alguns milímetros. Essa mulher nasceu de novo, mas será que podemos considerar que os implantes sempre funcionarão assim?

Essa dúvida virou tema de um artigo publicado na semana passada no Journal of Forensic Sciences. Os pesquisadores usaram próteses salinas como se fossem coletes salva-vidas, analisando se elas poderiam parar ou mudar a trajetória da bala. Claro que ninguém estava atrás dos silicones nesses testes, que utilizaram uma espécie de gelatina consistente comparável ao tecido corporal humano.

Testes foram feitos usando próteses salinas

Os disparos foram feitos a 2,5 metros de distância e o resultado foi surpreendente: tiros feitos à queima-roupa penetraram 40,2 cm no gel que não tinha “proteção” da prótese, já no que tinha a camada de silicone a bala entrou “apenas” 31,9 cm. De acordo com Christopher Pannuci, isso pode indicar que, dependendo do ângulo que a bala entrar no peito, a prótese poderia diminuir a velocidade e os danos do projétil.

Claro que é preciso levar em conta outros fatores, como o fato de o tiro fazer com que o silicone vaze dentro da vítima, acarretando em outras complicações, mas esse é um assunto para outra pesquisa. Só não vá se aventurar em lugares perigosos achando que estará livre de morrer apenas por ter um “escudo” desses, hein?