Em 2011, Craig Lewis, de 55 anos, foi o primeiro humano a receber um coração artificial que não produz batimentos. Em vez disso, o dispositivo possui um mecanismo que faz circular o sangue continuamente em vez de ser bombeado.

Até então, engenhocas que fazem o trabalho do coração funcionavam por períodos curtos ou auxiliavam em apenas um dos lados do órgão. As que ajudavam dos dois lados eram grandes demais, principalmente para as mulheres.

Outro problema era a durabilidade, já que o órgão artificial precisava bombear o sangue 100 mil vezes por dia, num total de 35 milhões de vezes por ano. Os modelos antigos duravam de um a dois anos e tinham muitos problemas com coágulo e trombose.

Zunido

O texano estava à beira da morte devido a uma amiloidose cardíaca, em que proteínas anormais se acumulam no coração. Somente um transplante poderia salvá-lo, mas havia uma fila de espera de 100 mil pacientes, dos quais apenas 2,2 mil são atendidos por ano. Nem o House daria jeito nisso.

Lewis recebeu o novo coração artificial e saiu do coma. Auscultado através do estetoscópio, seu peito não fazia o som dos batimentos, mas um zunido contínuo. Ele não tinha pulsação e viveu apenas cinco semanas depois da cirurgia, mas em decorrência da falência dos rins e fígado.

Em 2012, foi a vez de um ex-bombeiro da República Tcheca ter seu coração totalmente substituído por um dispositivo artificial de fluxo contínuo. Jakub Halik sobreviveu por seis meses, sucumbindo a problemas no fígado. De acordo com experiências, a vida útil desse tipo de coração artificial pode variar de 5 a 10 anos.