Você se lembra de qual foi o professor ou a professora com quem você mais aprendeu? Um estudo chegou a uma polêmica conclusão: nós aprendemos melhor com educadores que nós consideramos bonitos! A pesquisa foi coordenada pela Universidade de Nevada, nos Estados Unidos, e ouviu 131 alunos universitários.

Primeiramente, eles foram divididos aleatoriamente entre quem iria ouvir a palestra ministrada por um homem e quem ouviria a aula de uma mulher. O texto era o mesmo: uma aulinha introdutória sobre física com duração de 20 minutos. Cada grupo – o que ficou com professores e o que ficou com professoras – era dividido em um subgrupo, cada um com a foto de quem supostamente estaria dando aquela aula.

Essas fotos mostravam pessoas atraentes e outras nem tanto. Ou seja, você ouvia a aula e imaginava que aquele era o professor. Depois, teria que preencher um questionário sobre o que você aprendeu e sobre a própria dinâmica do professor (sendo ele bonito ou não). Os que tinham um tutor considerado bonito obtiveram resultados melhores nos testes.

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A diferença de notas, entretanto, não era tão significativa: 18,27 contra 16,68. Além disso, o gênero e a sexualidade dos alunos e professores não influenciaram no resultado final, mostrando que essa atração não era de caráter meramente sexual. Porém, os professores bonitos foram os mais bem avaliados em quesitos como inteligência e técnicas de motivação.

“Esses resultados demonstram que a atratividade física não só influencia a percepção pessoal, mas também cria efeitos concretos sobre o desempenho humano em situações do mundo real”, analisou Richard Westfall, autor do estudo. Agora, ele pretende repetir os testes com professores de aparência média e, com isso, comparar os resultados obtidos em ambas as pesquisas.

*Publicado em 05/09/2016