Greta Thunberg, uma menina de 16 anos que mora em Estocolmo, na Suécia, tem seguido uma rotina curiosa. Todas as sextas-feiras, ela falta propositalmente às aulas da sua escola e, ao invés de fazer inúmeras anotações em seu caderno, escreve "Greve pelo Clima" em uma placa e senta em frente ao Parlamento sueco. A manifestação tem sido uma forma de chamar atenção dos governantes para que tomem medidas concretas sobre as mudanças climáticas; e tudo começou com uma pequena ação.

Atitude simples toma repercussão mundial

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Para a surpresa de Greta e de muita gente, sua iniciativa ficou conhecida no mundo inteiro depois que ela criou a hashtag #FridaysForFuture (sextas pelo futuro). Jovens de todo o globo adotaram a rotina de Greta e começaram a faltar aulas às sextas, em protesto, pedindo medidas urgentes de proteção ambiental aos políticos. O movimento se tornou tão grande que Greta Thunberg entrou para a lista de indicados ao Nobel da Paz.

Atualmente, cerca de 1 milhão de estudantes em 125 países já aderiram à greve escolar. Mais de 2 mil eventos relacionados ao #FridaysForFuture estão previstos para as próximas semanas — e o Brasil não está fora disso: 20 cidades brasileiras já possuem protestos agendados.

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O início do movimento

A semente foi plantada anos atrás, quando os professores da adolescente explicaram o que era aquecimento global; o assunto deixou Greta inquieta, e ela decidiu que precisava agir o quanto antes. As primeiras mudanças começaram em casa: ela convenceu a sua mãe a nunca mais andar de avião, por conta da emissão de gases.

Greta logo foi às ruas. Em entrevista, ela afirmou que o plano inicial era ficar sentada em frente ao Parlamento por três semanas, mas ao fim desse período decidiu que não pararia. Após a criação da hashtag #FridaysForFuture, ela percebeu que não estava sozinha: apesar de não receber apoio da sua escola, muitos colaboram com a sua iniciativa, dando auxílio nas lições que ela perde, por exemplo.

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Em discurso, Greta declarou que "Adultos continuam dizendo: 'Devemos dar esperança aos jovens'. Mas eu não quero sua esperança. […] Quero que vocês ajam como se a casa estivesse pegando fogo, porque está.".