Desde as Olimpíadas originais, na Grécia Antiga, existe o mito de que fazer sexo antes de competições esportivas é prejudicial para o rendimento dos atletas. Grandes profissionais, como o pugilista Muhammad Ali, já afirmaram ter seguido a recomendação durante toda a carreira, mas um estudo recente mostra que as coisas podem não ser bem assim.

Publicado na revista Frontiers in Physiology, o trabalho feito por pesquisadores da Universidade de Florença, na Itália, analisou todos os estudos feitos nessa área e concluiu que não há provas de que o sexo pode prejudicar os atletas.

As evidências sugerem que atividades sexuais podem ter um efeito beneficial para a performance esportiva

De acordo com a autora principal, a professora Laura Stefani, esse tópico não foi muito investigado ao longo da história. “Na verdade, a menos que aconteça menos de duas horas antes da competição, as evidências sugerem que atividades sexuais podem ter um efeito beneficial para a performance esportiva.”

Apesar disso, a equipe acredita que mais estudos na área são necessários com urgência. Usando o Google Acadêmico, eles analisaram centenas de artigos e encontraram apenas nove que se encaixavam nos critérios desejados. Nenhum deles percebeu queda de rendimento após uma noite de sexo.

Para alguns, isso não é bem novidade

Felizmente, muitos profissionais de alto rendimento já entenderam que essa história toda não passa de um mito surgido na Antiguidade. Afinal, quem esqueceu das mais de 450 mil camisinhas e 170 mil sachês de lubrificante distribuídos durante as Olimpíadas do Rio?

Um sinal um pouco mais claro disso também foi visto na Copa do Mundo de 2014. Todas as seleções que proibiram o contato dos atletas com esposas e namoradas foram eliminadas ainda na primeira fase. Enquanto isso, os jogadores da campeã Alemanha e da terceira colocada Holanda viajaram com suas companheiras.