Algumas pessoas são mais reservadas, conseguem ficar alguns dias sem ter contato com ninguém. Já outras precisam dessa proximidade o tempo todo. Mas você consegue se imaginar vivendo sem contato humano, de forma completamente isolada? É o caso do “índio do buraco”, que vive no território indígena Tanaru, na Amazônia.

Quem é o "índio do buraco"?

Ele não possui nome, e ninguém nunca conseguiu fazer contato, então ele recebeu a denominação de “índio do buraco” porque costuma fazer grandes buracos no chão para caçar ou se esconder. De acordo com a Funai, que o tem acompanhado de longe há muito tempo, ele está isolado há mais de 20 anos, desde que todos os outros membros da sua etnia foram mortos.

O território indígena Tanaru fica na região de Rondônia, que na década de 1980 foi palco de uma grande quantidade de instalação de fazendas e extração ilegal de madeira. Com isso, muitos indígenas foram expulsos de suas terras, agredidos e assassinados, sem falar dos que contraíram doenças, por não possuírem anticorpos contra a maioria das enfermidades levadas pelos invasores.

Assim, enquanto muitas tribos se isolaram na floresta, outras diminuíram drasticamente. Foi o caso da do “índio do buraco”, que em meados dos anos 90 era um pequeno grupo de menos de dez pessoas que terminou sendo dizimado por fazendeiros. Ele foi o único que conseguiu escapar e, durante todo esse tempo, vem se esforçando para se manter vivo, ainda que isolado.

Ele sobrevive de pequenas caças e do plantio de milho, mandioca, mamão e banana. A Funai, por sua vez, respeita seu claro desejo de manter distância, então se limita a deixar ferramentas e sementes em lugares estratégicos para que ele possa encontrar. Além disso, usa a lei para aumentar seu território quando necessário e o acompanha à distância, tentando garantir que nenhum pistoleiro tente atacá-lo.

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