Durante muitos séculos, as principais e únicas ferramentas de localização eram as cartas náuticas, utilizadas pelas grandes navegações. Para os navegadores, que exploravam o desconhecido, criando e aprimorando as rotas comerciais, elas eram fonte de informação imprescindível. Um dos principais problemas nessa fase, no entanto, era a falta de padronização. Cada país ou navegador poderia utilizar seu próprio método para demarcar as regiões e criar sua própria carta.

Antes de o meridiano de Greenwich ser convencionado, em 1884, as principais linhas utilizadas como marco zero eram os meridianos de Paris, Coimbra e Cádis. Após a convenção, os fuso horários ficaram padronizados, e mesmo cada país podendo escolher seguir ou não o acordo, a maioria o faz. Confira 7 curiosidades sobre as zonas horárias.

1. A Ferrovia Transcontinental dos Estados Unidos forçou a criação de fusos horários no país

Antes de a malha ferroviária sair do papel no continente norte-americano, cada local utilizava seu próprio fuso, deixando as coisas um tanto complicadas, especialmente para quem preza por organização. Com as linhas de trem concluídas, as empresas forçaram o governo a estabelecer regras, até mesmo para que o cronograma dos trens fosse seguido corretamente.

2. França possui a maior quantidade de fusos horários

Como um país que é menor que o estado do Mato Grosso pode ter o maior número de fusos horários?  A explicação está em suas colônias, com territórios espalhados em Américas do Sul, Central e do Norte, África, Oceania e Antártica. Basicamente, a terra da Torre Eiffel se esforçou quando jogava WAR no tabuleiro. A França possui 12 marcações de zonas horárias distintas devido a todos esses locais.

3. A China possui apenas um horário oficial

Teoricamente, quatro linhas meridionais cruzam o país, o que deveria significar pelo menos cinco diferentes horários. Porém, em 1949 Mao Zedong substituiu tudo isso por um horário único: o de Pequim, na China inteira. Ou seja, na região mais a leste, o sol não nasce antes das 10 da manhã. Uma loucura!

4. Polos Norte e Sul não possuem fusos

Como o Planeta Terra se assemelha muito ao formato de um globo (apesar de algumas teorias sugerirem algo diferente), o fim das linhas meridionais acontece em cada extremo do planeta; ou seja, nos polos. Nesse caso, quando alguém vai visitar o local, acaba utilizando o horário do seu país. Como será que o Papai Noel faz?

5. O ser humano envelhece mais devagar no espaço do que na Terra

Quanto mais próximo do centro do planeta Terra um objeto ou uma pessoa estiver, mais devagar o tempo deve passar. Isso acontece devido à ação da gravidade. Basicamente, seus pés envelhecem mais devagar que sua cabeça, mas é óbvio que isso se dá em escala quase insignificante.

Em teoria, se seguirmos apenas essa variável, no espaço qualquer ser humano ficaria mais velho rapidamente. Todavia, com a ação de velocidade, se pegarmos alguém que esteja na estação espacial, por exemplo, a pessoa vai envelhecer cerca de 0.005 segundo mais devagar por conta da velocidade que a estação viaja em torno da Terra.

6. Arizona e Havaí não seguem os horários de verão

Os habitantes dos estados norte-americanos do Arizona e do Havaí não têm o problema de se perguntar se o relógio deve ser adiantado ou atrasado a cada ano. Nesses locais, que são naturalmente muito quentes e ensolarados, a mudança não faz muito sentido, já que os benefícios são o aproveitamento da luz do Sol por mais tempo e a melhor distribuição do uso da energia elétrica.

7. Jet lag afeta mais quem viaja para Leste

Se você viaja com frequência, já deve ter notado que ir para Oeste é mais “fácil” do que para Leste, pois os sintomas do jet leg são mais amenos. Isso foi comprovado por pesquisadores da Universidade de Maryland, que descobriram que o corpo se adapta melhor com dias mais longos (o que acontece quando vamos em sentido Oeste).

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