Uma vassoura, um chapéu pontudo, uma verruga no nariz. Algumas características utilizadas para descrever as bruxas foram se consolidando ao longo dos anos — a própria ideia da bruxaria em si foi construída em torno de rumores e teorias da conspiração.

Como foi que os chapéus passaram a ser relacionados a bruxas?

É bastante provável que essa referência tenha nascido junto com a Idade Média e a perseguição do cristianismo a qualquer outro tipo de fé, quando a ideia de realizar cura com elementos naturais e outras práticas e rituais do tipo passaram a ser consideradas pecados.

Como os chapéus cônicos já eram utilizados em alguns tipos de rituais, uma coisa foi ligada a outra e, graças a pinturas, manuscritos e esculturas dessas épocas, os historiadores conseguiram determinar que desde o século 12 antes de Cristo os tais chapéus com formato de cone eram adotados por alguns grupos populacionais, permanecendo assim mesmo no primeiro milênio depois de Cristo.

Algo que pode ter influenciado a mudança na forma como os chapéus pontudos passaram a ser vistos era o fato de que, na Grécia antiga, eles eram usados apenas por estrangeiros que não eram conhecidos nas cidades e possivelmente não eram confiáveis. Eis que isso começou também a ser relacionado a ritos incompreendidos. Como sabemos, a ignorância leva ao preconceito — e logo os chapéus passaram a ser malvistos.

Outra possível influência para esse pensamento são os hennings, um tipo de chapéu pontudo com um tecido que desce de sua ponta.

No início da Idade Média, eles eram usados por mulheres de famílias mais ricas e considerados um sinal de status social. Por conta disso, pessoas invejosas passaram a acusar algumas delas de bruxaria; assim, os chapéus se tornaram uma marca. Contribuiu para isso, também, o fato de que alguns modelos tinham duas pontas, como estes:

Sabe quem usa duas protuberâncias pontudas na cabeça? Ele mesmo: o demônio. Então, sem dúvida a Igreja começou a condenar esse tipo de acessório. Logo, utilizar chapéus com uma ou duas pontas passou a ser considerado uma heresia, e eles se tornaram um sinal de que a pessoa poderia estar cometendo pecados do tipo, constando inclusive como dica no manual de caça às bruxas da época.

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